Zagueiro fala sobre antigo treinador
e mostra que ainda tem mágoas do Tricolor
Mesmo já tendo feito sua estreia com a camisa do
Palmeiras, Lúcio não esqueceu o passado no São Paulo. Afastado por um longo
tempo no clube tricolor, o zagueiro falou pela primeira vez sobre os motivos
que o levaram a ficar fora dos campos no segundo semestre de 2013. De acordo
com o defensor, a "gota d'água" foi quando levou um primo ao Centro
de Treinamento da Barra Funda para ajuda-lo em um treinamento, o que teria
irritado o técnico Paulo Autuori.
"Depois
de um treinamento eu peguei uma bola e fiz uns passes. Sempre gostei de
treinar. Pensei, se eu estou errado, vou tentar melhorar. O Paulo (Autuori)
achou uma falta de respeito. Eu disse que fazia aquilo desde que tinha chegado.
Na minha ocasião, eu levei meu primo. Ele disse: 'você trouxe um preparador'.
Eu disse que não. Eu falei para ele: 'Se você achou falta de respeito, não vai
mais acontecer. Eu não sabia que não podia'. Ele mal me escutava e só falava:
'eu vou te punir, eu vou te punir', como se tivesse uma ideia pronta",
comentou durante participação no programa Bem, Amigos, do SporTV.
Durante
o tempo em que falou sobre a passagem pelo São Paulo, Lúcio não escondeu que
ficou magoado e se sentiu desrespeitado pela diretoria do clube.
"Quando
um clube ou diretoria não está satisfeita com jogador, tem que ser homem e
dizer: 'você não se encaixou no time. Tem jogadores que se encaixam melhor'. Eu
acho que tinha que ser conduzida dessa forma. O que mais deixou triste é que
não fiz nada para merecer aquilo. Não digo pelo meu currículo, mas nenhum
jogador merece isso. Não é só o atleta, também tem o homem, que tem família,
responsabilidades, caráter", lamentou.
Lúcio
aproveitou o espaço para negar que tenha deixado o time "na mão" no
jogo contra o Arsenal de Sarandi, em março de 2013, pela Libertadores. Na
ocasião, foi noticiado que o defensor havia se irritado ao ser substituído e
foi direto para o ônibus do São Paulo, ignorando o resultado da partida.
"Eu
fui para o ônibus depois que a partida terminou. Colocaram que eu fui para o
ônibus durante o jogo, mas foi mentira. Eu fui depois. Conversei com o Ney
(Franco) e foi resolvido. Voltei a jogar com ele sem problema", disse.
Lúcio
ainda rebateu as críticas de indisciplina e fez um balanço sobre sua passagem
pelo ex-time. Para o zagueiro, o fato de ter sido a grande contratação de 2013
para o São Paulo fez com que ele ficasse muito exposto.
"Eu
me expus muito. Pelo fato de ter sido a grande contratação do ano, a cobrança
foi maior. Mas são 11 dentro de campo. Futebol não é tênis, que joga
sozinho", analisou. "Um jogador indisciplinado não jogaria tanto
tempo na Itália, na Alemanha, na seleção. Para mim, tenho consciência de que,
por onde passei, fiz um bom trabalho."
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