CRACOLÂNDIA


Por Anderson Silva
MTB: 0071263SP


A década de 60 apresentou para a cidade de São Paulo a BOCA DO LIXO. Terminologia dada ao crescimento do cinema, mas não um cinema comum, mas sim o CINEMA MARGINAL, que explorava muita sexualidade, escracho e a esbórnia. 


Devido à grande concentração de pessoas, o espaço foi ganhando muitos bares, hotéis, pensões e o comércio popular. A famosa época do pornô-chanchada, que intensificava o teor sexual do cinema, apresentou uma movimentação gigantesca de pessoas, pessoas de todos os tipos, de todas as classes e de todo lugar. Com toda essa atividade, logo, esses estabelecimentos foram sendo tomados por boêmios, prostitutas, espertinhos, exploradores, ladrões, mendigos e traficantes.

Essa concentração permaneceu durante anos na região da Luz, ao lado do antigo Terminal Rodoviário. Lugar da cultura e do lazer, lugar que tem a história de uma São Paulo outrora esquecida.

E foi assim que conhecemos a CRACOLANDIA. Uma área de mais de 130 mil metros, devastada pela exclusão, pela doença, pela miséria ou por tantos outros adjetivos nefastos de nossa sociedade.

Desde 2005 o poder público tenta resolver a questão e colocar em prática o Programa NOVA LUZ, que visa revitalizar o patrimônio histórico da região, dar oportunidade as pessoas que por ali “vivem”, tratar viciados, tirar das ruas os andarilhos e dar condições de segurança aos turistas e a cidade.

Em 2012 aconteceu a Operação de Combate ao Tráfico na região e a promessa de ajuda a aqueles usuários que gostariam de ser ajudados. Operação que prendeu 191 pessoas, e levou 155 pessoas a instituições de recuperação. Segundo relatório divulgado pelo Governo de São Paulo, foram apreendidas aproximadamente três (3) toneladas de Crack. 

Com o passar do tempo e sem a devida fiscalização do governo, os demais usuários, que não aceitaram tratamento, viciados e traficantes se espalharam pelos bairros vizinhos, e aos poucos foram retornando ao antigo lugar. Já nos últimos meses a população se deparou com uma favela. Barracos foram erguidos para sustentar o comercio do Crack e a desgraça voltou a reinar na Região da Luz.

Hoje São Paulo esta recebendo uma operação jamais vista. As Ruas Helvétia e Dino Bueno amanheceram com a presença de caminhões, vans, ambulâncias e muitos agentes das Secretarias de Saúde, Assistência Social e de Segurança de São Paulo. O céu da Luz ficou repleto de helicópteros e a imprensa recheou o lugar de flashes para captar imagens inesquecíveis.

Chamada de Operação Braços Abertos a ação é uma nova tentativa de solucionar o problema do uso de drogas na região central da cidade. A idéia está, em que a Prefeitura oferta 400 vagas, de emprego, de alimentação com café, almoço e jantar pelo programa Bom Prato, tratamento médico e moradia. 300 pessoas já foram cadastradas em um trabalho de aproximação feito pela Prefeitura de São Paulo desde o ano passado. No processo, duas pessoas já declararam que não desejam participar.
O custo por pessoa para a Prefeitura será de cerca de R$ 1.215 mensais por participante, incluindo, por exemplo, os valores que serão pagos com os hotéis e os R$ 15,00 diários que o participante receberá pelo dia de trabalho, trabalho esse com a coleta de material reciclável e na área de limpeza da cidade.
Equipes especializadas vão acompanhar os participantes e eles serão descredenciados apenas quando realmente não mostrarem mais interesse em participar.

Nada será imposto ou forçado. É o que garante a Secretária Municipal de Assistência Social, Luciana Temer, a estratégia não busca que os usuários larguem a droga imediatamente, mas, sim, "despertar nessas pessoas o desejo de transformação".

Opinião:

Tomara que este programa se torne uma grande realidade não só em São Paulo, mas em todo o país. Sim, pois o Brasil perde uma Guerra sem fim contra o Crack. Que o programa se torne exemplo de superação e que surjam histórias emocionantes de pessoas que tiveram sua 2ª chance. Que venha a superação, o reencontro e a felicidade de viver dignamente.

Tomara também que a mídia mundial veja isso como uma medida sócio-educativa, de um Brasil que cresce economicamente e socialmente, com avanços de saúde, na educação e na Inclusão. TOMARA QUE NÃO VEJA COMO UMA MAQUIAGEM. QUE NÃO VEJA COMO A OPERAÇÃO COPA DO MUNDO. Que não veja como SUJEIRA! E sujeira eles sabem que o BRASIL COLOCA DEBAIXO DO TAPETE. TOMARA!
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