RAFAEL NADAL ARRASA ROGER FEDERER E ESTÁ NA FINAL DO AUSTRALIAN OPEN


            Rafael Nadal 23 x 10 Roger Federer. É este o novo placar do duelo direto entre dois dos melhores tenistas da história após o espanhol superar o suíço, seu 'superfreguês', nesta sexta-feira, na Rod Laver Arena, em Melbourne, e garantir-se na final do Australian Open.
            Nadal fez 3 sets a 0, com parciais de 7/6 (7-4), 6/3 e 6-3. Só o primeiro set foi parelho, mas quando veio o tie-break, o suíço errou demais [foram 50 erros não forçados em toda a partida contra 25 do espanhol] e facilitou o trabalho do rival, que fechou justamente em uma bola para fora do dono de 17 títulos de Grand Slam, quatro deles na Austrália (2004, 2006, 2007 e 2010).
            Perder a primeira tomada contra o espanhol tem sido mortal para o suíço, que não supera Nadal em um Slam há quase sete anos, desde a final de Wimbledon-2007. Aliás, esta e a decisão de Wimbledon-2006 são as únicas vezes em que Federer bateu o rival em Majors. No mais, o ibérico sobra: são, agora, nove triunfos. 
Se levado em consideração confrontos em piso duro, o mesmo utilizado na Austrália, o placar também é favorável a Nadal, que vence por 8 a 6. Agora, também são cinco triunfos consecutivos do espanhol sobre o suíço.
            A freguesia é completa. Nos duelos apenas de Australian Open, o espanhol jamais caiu para o suíço, tendo vencido os três encontros, já contando o desta sexta-feira - os outros foram a semifinal de 2012, por 3 sets a 1, e a decisão de 2009, por 3 sets a 2.
Nadal, 27 anos e campeão em Melbourne em 2009, agora encara na decisão o suíço Stanilas Wawrinka, que na outra semifinal, na quinta, eliminou o tcheco Tomas Berdych. O espanhol tentará seu 14º título de Major, em uma caça a Federer pelo posto de maior campeão de Slams da história.
            Para o suíço, de 32 anos, fica o gosto amargo não só de mais um revés para Nadal como o da quarta eliminação seguida na semifinal do Australian Open. Em 2013 para o britânico Andy Murray, em 2012 para o mesmo Nadal e em 2011, para o sérvio Novak Djokovic.
"Vou tentar o meu melhor", disse o número 1 do mundo, ainda em quadra, sobre a decisão. Nem a bolha na mão esquerda, que mais uma vez incomodou e forçou Nadal a pedir atendimento ao final do primeiro set, o fez dar chance a Federer.
            Ele precisou de seis games no segundo set para começar a abrir vantagem e acabar com a igualdade vista no primeiro. Foi nele que protagonizou a primeira quebra de saque da partida e fez 4/2. Depois, apenas administrou e fechou em 6/3.
            Federer seguia cometendo muitos erros não forçados, ao passo que Nadal era praticamente perfeito. No terceiro set, que seria o último, o espanhol quebrou o serviço do rival logo no terceiro game, abrindo 2/1. O suíço empatou devolvendo a quebra.
            Mas Nadal mostrou na sequência que tinha sido apenas um lampejo de Federer, voltou a se impor, quebrou o saque do número 6 do mundo outra vez e fechou a parcial, e consequentemente a partida, em 6/3.
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