WAWRINKA SE VINGA E ELIMINA DJOKOVIC

            Suíço conseguiu eliminar o atual  tricampeão do Australian Open e agora enfrenta Tomas Berdych na seminal do Grand Slam


            Há um ano, Stanislas Wawrinka se despediu do Australian Open sem ter do que se lamentar. O suíço fez o jogo de sua vida, ainda que isso não fosse suficiente para vencer o melhor tenista do mundo. Nesta terça-feira, ele sai da mesma quadra, após jogo contra o mesmo rival, de alma lavada: com atuação impecável, o atual número 8 do mundo se vingou de Novak Djokovic.
O sérvio, hoje número dois do mundo, mas novamente grande favorito para o duelo em Melbourne, foi surpreendido por Wawrinka, que foi buscar a virada para vencer por 3 sets a 2, com parciais de 2/6, 6/4, 6/2, 3/6 e 9/7, e conseguir sua primeira classificação para uma semifinal de Australian Open. Agora, o rival é o tcheco Tomas Berdych, também ‘estreante' na semi.
É verdade que o duelo desta terça não foi uma batalha tão longa como a da última temporada. Se em 2013 Djokovic precisou de mais de cinco horas para conseguir bater Wawrinka, nas quartas de final de 2014 foram "apenas" quatro horas de jogo. A torcida australiana, contudo, não teve do que reclamar - a não ser da chuva, que quase atrapalhou no fim.
É verdade também que o cenário apontava para um desempate no quinto set digno do de 2013, que acabou em 12 a 10. Wawrinka e Djokovic faziam questão de não errar, esbanjando tranquilidade no momento de maior nervosismo do jogo. No fim, foi o número 2 do mundo quem falhou, jogando duas bolas para fora e selando a vitória do suíço, após 16 games e 14 derrotas seguidas no retrospecto entre os dois.
Além da reedição do duelo de quarta fase de 2013, havia muito em jogo para Djokovic. O sérvio buscava diante do 'freguês' seu quarto título consecutivo na Austrália, um recorde na Era Aberta do tênis (desde 1968). Antes disso, apenas Roy Emerson conseguiu mais conquistas em sequência no Major, com cinco taças entre 1963 e 1967.
Djokovic descobre também o que é ficar fora da semifinal de um Grand Slam pela primeira vez em 14 disputas. Se conseguisse a 15ª classificação consecutiva, o sérvio dava mais um passo em busca do recorde do suíço Roger Federer, que conseguiu chegar a 23 semis de Majors de forma seguida. Fora que eram 25 vitórias seguidas em Melbourne.

Já para Wawrinka o triunfo sobre Djokovic, na situação de jogo desta terça, significa exorcizar um fantasma. Dos 17 encontros que os dois tenistas tiveram no circuito profissional, o suíço chegou a abrir 2 sets a 1 em duas oportunidades, na Copa Davis de 2006 e no US Open de 2012. Em ambas, o sérvio foi buscar a virada e levou a melhor.
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