O peso de 12 derrotas em 12 confrontos anteriores não
pareceu cair sobre os ombros de Stanislas Wawrinka. O suíço derrubou o maior de
seus fantasmas no circuito, Rafael Nadal: venceu o espanhol por 3 sets a 1 e
conquistou o Australian Open, logo em sua primeira final de Grand Slam.
O
espanhol, debilitado por causa de dores nas costas que o acometeram já no
segundo set, foi um guerreiro, ainda conseguiu ganhar o terceiro set, mas não
foi páreo para o grande jogo de Wawrinka, que se tornará o nº 3 do ranking
mundial com a conquista do primeiro Major do ano.
Em
sua campanha vitoriosa, Wawrinka, de 28 anos, derrotou Andrey Golubev (CAZ) -
abandono -, Alejandro Falla (COL), Vasek Pospisil (CAN) - nem entrou em quadra
-, Tommy Robredo (ESP), Novak Djokovic (SER) em duelo épico e Tomas Berdych
(RTC) na semifinal.
Irrepreensível.
Outra
marca quebrada pelo agora número 3 do mundo: fazia quase 29 anos que o oitavo cabeça-de-chave
não vencia o primeiro em um Slam (Kevin Curren vencera John McEnroe).
Se o
suíço conquistou seu primeiro Grand Slam, Nadal perdeu a chance de se igualar a
Pete Sampras na segunda colocação entre os maiores campeões: o espanhol segue
com 13 títulos em Majors (um na Austrália, oito em Roland Garros, dois em
Wimbledon e dois no US Open), um a menos que o norte-americano, presente em
Melbourne para assistir à decisão.
Stanislas Wawrinka já havia exorcizado um dos
"fantasmas" dos outros 12 confrontos anteriores contra Rafael Nadal:
ganhou pela primeira vez um set do rival, e logo o primeiro da decisão do
Australian Open, neste domingo. Jogando de forma agressiva e sem dar muitas
chances ao espanhol, o suíço fez 6/3 com propriedade e logo abriu 2/1 no
segundo com quebra.
E, em um dos pontos, o número 1 do mundo parou e se
curvou à frente. As dores nas costas começaram. Ele pediu atendimento, ficou
mais de seis minutos fora da quadra para receber massagem no local, voltou, mas
já não era mais o mesmo. Sendo quebrado mais uma vez - e com claras
dificuldades para fazer o movimento completo do saque -, Nadal perdeu outro
set, 6/2.
A
potência do saque do espanhol ficou bem reduzida, e nem o tradicional ritual
ele fazia mais. Apesar disso, Nadal não se entregou e evitou abandonar pela
sétima vez um jogo na carreira. Wawrinka, porém, diminuiu a intensidade e
recolocou o adversário na partida. Assim, mesmo com as dores, o número 1 do
mundo conseguiu vencer o terceiro set, 6/3. Algo de épico parecia estar para
acontecer.
No
entanto, o suíço recolocou a cabeça no lugar, soube aproveitar a quebra no 5/3
e sacou para exorcizar de vez o fantasma chamado Rafael Nadal. A Austrália é de
Wawrinka.


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