Segundo nota oficial, PM não foi
informada durante a ocorrência de sábado que houve quebra-quebra e agressões
A Polícia Militar explicou que não
prendeu ninguém durante a invasão ao CT Joaquim Grava, no último sábado, por
não ter identificado atos de vandalismo ou agressão. Além disso, a corporação
argumenta que o clube não informou aos oficiais qualquer ação do tipo contra
funcionários ou jogadores do clube, e por isso teria liberado os torcedores.
"Apesar
dos ânimos acirrados, até aquele momento não foi observado ou constatado por
parte dos policiais, nenhum ato de vandalismo, de agressão ou qualquer tipo de
evento que ensejasse, de imediato, a prisão ou detenção de qualquer um dos
manifestantes", disse a PM, em nota oficial.
Leia
a íntegra da nota da PM:
"A Polícia Militar do Estado de São Paulo vem a
público esclarecer a cerca dos fatos envolvendo a invasão de torcedores no
Centro de Treinamento do Sport Club Corinthians Paulista, ocorrido no dia 1° de
fevereiro.
Cumpre elucidar de início que, em decorrência de tal
fato, não houve o acionamento usual da Polícia Militar por meio do seu telefone
de emergência 190 (via Centro de Operações da PM – COPOM). Todavia, a
corporação foi acionada diretamente na 3ª Companhia do 2º Batalhão de Polícia
Militar Metropolitano, por telefone. De imediato houve o acionamento e
deslocamento de viaturas da 3ª e 4ª Companhias para o atendimento da
ocorrência.
No local, defronte ao portão principal do referido CT,
sito à Rua Arlindo Bettio, 10, encontravam-se aproximadamente 15 torcedores
uniformizados, que objetivavam protestar e cobrar dos jogadores e da comissão
técnica o desempenho e as derrotas sofridas pelo clube.
De pronto, um Oficial estabeleceu uma negociação com os
manifestantes ali presentes, sendo que logo após, os seguranças do CT
informaram aos policiais militares que outros torcedores, em maior número, já
haviam invadido o CT pela parte lateral e pela parte posterior do terreno,
cortando os alambrados, motivando dessa forma que os policiais militares
adentrassem também.
Já no interior do Centro, foi observado, nas imediações
do hotel, dos vestiários e nas proximidades do campo de treinamento, um grupo
de aproximadamente 100 torcedores, exaltados. Os jogadores, por sua vez,
encontravam-se dentro dos vestiários.
Apesar dos ânimos acirrados, até aquele momento não foi observado ou constatado por parte dos policiais, nenhum ato de vandalismo, de agressão ou qualquer tipo de evento que ensejasse, de imediato, a prisão ou detenção de qualquer um dos manifestantes.
Apesar dos ânimos acirrados, até aquele momento não foi observado ou constatado por parte dos policiais, nenhum ato de vandalismo, de agressão ou qualquer tipo de evento que ensejasse, de imediato, a prisão ou detenção de qualquer um dos manifestantes.
Além disso, informações fornecidas pelo Chefe da
Segurança do clube, davam conta que outras torcidas iriam se deslocar também ao
CT, motivando também de pronto a solicitação de apoio ao policiamento, tendo
comparecido na sequência, outras viaturas do 39º Batalhão, com a presença de
mais dois Oficiais.
Ato contínuo estabeleceu-se uma negociação com os
manifestantes e a diretoria do clube, acompanhados pelo pessoal da segurança.
Dessa forma, permaneceram no local apenas 12 integrantes das torcidas que
conversariam com os representantes do clube, sendo que os demais manifestantes
se retiraram.
Somente um tempo após a saída dos manifestantes do CT,
chegou ao conhecimento dos policiais militares, por meio do Chefe da Segurança,
que haviam sido furtados peças de uniforme do clube, 02 aparelhos celular
I-Phone e 01 aparelho Nextel, além do reporte de danos causados em um veículo e
em uma porta de vidro do Hall de Entrada dos vestiários. A segurança do clube
informou também não ter conseguido identificar os autores.
A respeito de possíveis agressões ou ferimentos sofridos
por atletas ou funcionários do Clube, nada foi relatado aos policiais, apenas
os danos anteriormente citados.
Os representantes do clube e as vítimas de furto ou de
dano foram orientados e solicitados a acompanharem os policiais militares ao
24º Distrito Policial para o registro das ocorrências, porém, o Chefe da
Segurança informou que iriam posteriormente ao DP, e, sequer, tais pessoas
foram apresentados aos policiais para registro.
A Polícia Militar atendeu a ocorrência com 11 viaturas
operacionais, com efetivo total de 26 policiais, entre eles, três Oficiais na
coordenação dos trabalhos. Foi elaborado o Boletim de Ocorrência/PM de Nº 7728
pela equipe da viatura M-02341.
O Delegado de Plantão do 24º DP recebeu os dados preliminares da ocorrência e aguardou, por sua vez, a presença das vítimas para proceder à elaboração dos competentes Boletins de Ocorrência. Posteriormente, no mesmo dia, por volta das 17 horas, foi elaborado pelo 62º DP, um Boletim de Ocorrência, exclusivamente, de natureza de "roubo consumado" e "danos".
O Delegado de Plantão do 24º DP recebeu os dados preliminares da ocorrência e aguardou, por sua vez, a presença das vítimas para proceder à elaboração dos competentes Boletins de Ocorrência. Posteriormente, no mesmo dia, por volta das 17 horas, foi elaborado pelo 62º DP, um Boletim de Ocorrência, exclusivamente, de natureza de "roubo consumado" e "danos".
Por fim, a Polícia Militar entende que nesse atendimento,
em momento algum, houve inércia ou omissão dos seus integrantes, havendo sim,
uma atitude, além de preventiva, consciente e hábil para aplacar os ânimos, por
meio de negociação, o que, com certeza evitou um mal maior, conseguindo assim,
a retirada pacífica dos manifestantes evitando ao máximo o uso de força.
Não obstante, entendendo a dimensão e possível extensão
do problema, a Polícia Militar, no dia seguinte, deu continuidade ao
atendimento e apoio ao S.C.Corinthians Paulista, ao providenciar novamente
policiamento ostensivo no seu CT, para o embarque dos jogadores em direção a
Campinas, onde enfrentaria a Ponte Preta.
A escolta da comitiva prosseguiu até a Marginal
Pinheiros, onde seguiram escoltados na sequência por viaturas do Comando de
Policiamento de Trânsito até a Rodovia dos Bandeirantes, assumindo a partir daí
até o estádio em Campinas, viaturas da Polícia Militar Rodoviária Estadual.
Além disso, por volta das 19 horas da mesma data, após
nova derrota da equipe, houve a escolta da comitiva de volta ao CT, onde já
havia também, de forma preventiva, a presença de policiamento ostensivo,
permitindo que os jogadores pudessem desembarcar do ônibus e embarcarem em seus
veículos com segurança.
São Paulo, 04 de fevereiro de 2014."

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