Secretário-Geral da FIFA concedeu
entrevista no Rio de Janeiro e diz que entidade “aprendeu a lição”
Atrasos
nas obras, atritos com o Governo e promessas não cumpridas. Os problemas na
organização da Copa do Mundo no Brasil levaram a Fifa a repensar os critérios
de cobrança para as próximas competições. Nesta quinta-feira, em entrevista
coletiva no Rio de Janeiro, o secretário-geral da entidade que comanda o
futebol mundial, Jérôme Valcke, admitiu que planeja mudança nos preparativos já
para o Mundial da Rússia, em 2018.
"É uma lição.
Definitivamente nós vamos agir diferente e ver um jeito diferente para
trabalhar na Rússia em 2018. Mas lá teremos apenas um estádio privado, em
Moscou, e os outros 11 são públicos, o que reduz o problema sobre quem pagará
por estruturas temporárias, se os clubes ou o Governo", afirmou Valcke.
A indefinição sobre o
pagamento das instalações temporárias no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, e
da Arena Corinthians, em São Paulo, é a mais recente preocupação da Fifa no
país. O impasse aconteceu porque Internacional e Corin thians não quiseram
pagar os custos dessas estruturas que serão desmontadas após a Copa. Valcke,
porém, lembrou que um documento foi assinado com a garantia de que os clubes
arcariam com essas despesas quando aceitaram receber os jogos da Copa.
"Isso foi assinado há
muito tempo, não é uma supresa para eles. Não era para discutirmos isso agora.
Temos que resolver esse problema porque falta pouco para a Copa começar e a
abertura tem que ser em São Paulo", afirmou o dirigente.
Na sequência, Valcke foi
questionado sobre a possibilidade de adotar um sistema ainda mais rígido nas
próximas Copa, estabelecendo uma data limite para que cada cidade entregue os
estádios prontos. Pela sugestão, caso isso não ocorresse a tempo, essa sede
seria cortada do torneio, mas o secretário da Fifa evitou adotar um tom mais
duro contra o Brasil.
"Sempre que eu abri a
boca e disse digo alguma coisa mais crítica, eu virava a pior pessoa do mundo,
Imagine se eu tivesse sido mais duro. Quando se atribiu a Copa a um país, não é
possível retirar, a menos que aconteça algo catastrófico. Em muitas cidades, as
coisas não estavam certas e demos uma data limite. Foi assim com Curitiba, que
encontrou uma solução e acertamos em mantê-la", explicou.
Valcke concedeu entrevista
coletiva nesta quinta no Maracanã, no Rio de Janeiro, após nova visita ao
Brasil e reuniões com membros do Governo e do Comitê Organizador Local (COL).

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