Estádio ainda não tem instalado
equipamentos necessários para a geração e transmissão de imagens
A menos de 90
dias da Copa do Mundo, a Arena Corinthians ainda não fez as obras exigidas pela
Fifa para permitir a geração de imagens de televisões durante o evento. A falta
de entendimento sobre quem vai pagar pela instalação da tecnologia, que não
será utilizada pelo clube posteriormente, é o que gerou o atraso. A diretoria
aguarda um posicionamento da entidade para saber o que tem de fazer.
Na semana passada, a Fifa
realizou uma vistoria geral no estádio para verificar o que falta até o Mundial
e definiu alguns procedimentos que serão utilizados durante os jogos.
Na parte de
telecomunicação, a que mais preocupa, há duas situações distintas na arena -
ambas sofreram atrasos: uma é a parte de internet e telefonia, obra que começou
recentemente a ser executada depois de negociações com as operadoras
brasileiras, e a parte de transmissões, que deve iniciar a instalação da
tecnologia necessária nos próximos dias.
"Realmente, esse é um
problema que estamos, que sabemos que a Fifa espera soluções rápidas. A
tecnologia para geração de imagens ainda não foi colocada. Essa é uma estrutura
que não será nada utilizada pelo clube depois da Copa do Mundo. Não precisamos
de nada disso, será totalmente descartável pra gente. Por isso, no nosso
entendimento, o Corinthians não tinha de pagar por isso. Não vou entrar no
mérito de quem tinha de pagar, mas sim de quem não tinha", afirmou Lucio
Blanco, gerente do clube e responsável pela parte de operação do estádio.
"Não vou me
aprofundar porque há muitas questões técnicas nisso, mas o que fizemos foi
preparar a estrutura seca que permite a instalação dos cabos. Como a gente não
achava que teríamos de arcar com isso, vamos esperar o relatório da Fifa sobre
o assunto para entender o que devemos fazer e quais serão os próximos
passos", completou.
Blanco não soube responder
o tempo que pode demorar essa obra, e o Comitê Organizador Local da Copa do
Mundo (COL) disse que só falará sobre o assunto em coletiva de imprensa, que
será marcada ainda nesta semana.
Em relação à telefonia e
internet, a instalação da tecnologia necessária está em execução.
"A questão da
internet e telefonia foi resolvida. As negociações levaram mais tempo do que a
gente esperava, mas terminaram há alguns dias e as obras começaram. Como é uma
coisa que ficará para além da Copa exigiu muita negociação para encontrar o
melhor custo-benefício possível", explicou o gerente alvinegro.
"A gente trabalha com
os prazos estabelecidos. A única coisa que você não sabe é se pode encontrar um
obstáculo no meio do caminho, encontrar algo que não tinha sido detectado pelo
projeto feito. Mas as obras estão sendo executadas", completou.
No primeiro treino
realizado pelo time na arena, os jornalistas que trabalhavam no local sentiram
falta, justamente, dessa parte da instalação. Em alguns pontos da zona mista,
além da internet, o telefone também não funcionava.
"O Pacaembu não
funciona em muitos pontos, mas ninguém fala muito disso. Mas se não funcionar
na arena, qual vai ser a repercussão? Não estou dizendo se está certo ou
errado. Que o jogo pode acontecer do mesmo jeito, claro que pode, mas estamos
trabalhando pra ter o melhor possível", finalizou.
Vale explicar que Lucio
Blanco assumiu há pouco a responsabilidade de operação do estádio, antes mais
localizada nas mãos do então gerente de marketing, Caio Campos, que deixou o
clube recentemente. Ele acumula agora a função que tinha anteriormente, de comandar
do departamento de arrecadação, com essa da arena.
De acordo com o blog de
Rodrigo Mattos, que esteve na Suíça na semana passada, a Fifa já tem um plano
para o assunto. Sobre as estruturas complementares de forma geral, o membro do
comitê executivo da Fifa Rafael Salguero explicou o plano para a abertura,
discutido em reunião da entidade.
"Havia uma empresa que faria em 90 dias, mas não dá mais tempo. Então, vão contratar outra que fará em 40 dias. Não deve mudar de tamanho", disse ele. Jeróme Valcke, secretário-geral da Fifa, afirmou, também na Suíça, que a questão do custo já havia sido resolvida.
"Havia uma empresa que faria em 90 dias, mas não dá mais tempo. Então, vão contratar outra que fará em 40 dias. Não deve mudar de tamanho", disse ele. Jeróme Valcke, secretário-geral da Fifa, afirmou, também na Suíça, que a questão do custo já havia sido resolvida.

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