Série de reportagens da ESPN Brasil,
Dossiê Vôlei está trazendo luz a fatos obscuros do voleibol brasileiro
Nesta
segunda-feira, o Banco do Brasil divulgou nota oficial sobre o escândalo da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV)
revelado pelo jornalista dos canais ESPN Lúcio de Castro.
Nela, o banco estatal ameaça tirar o patrocínio à entidade que controla o vôlei
nacional.
"(O BB) não irá
compactuar com qualquer prática ilegal, ou que seja prejudicial ao esporte,
eventualmente cometida pelas entidades com quem mantém contratos de patrocínio.
(...) O Banco condiciona a manutenção do apoio ao vôlei ao pronto esclarecimento
dos fatos denunciados e à imediata adoção de medidas corretivas", disse o
comunicado.
Nas últimas semanas, Lúcio
de Castro mostrou que as empresas de dois dirigentes da CBV, Marcos Pina e
Fábio André Dias Azevedo, receberam R$ 10 milhões cada uma como comissão pelo
acordo com o Banco do Brasil. No entanto, o acerto - de R$ 24 milhões por ano -
foi feito sem intermediários.
Após a
revelação das denúncias, Marcos Pina se desligou como superintendente-geral da
entidade, enquanto Ary Graça Filho, presidente da Federação Internacional de
Vôlei (FIVB), renunciou ao cargo de mandatário da CBV, do qual estava
licenciado desde 2012, na última sexta.
Em nota, o Ministério do
Esporte disse estar "acompanhando as informações a respeito da CBV e aguarda
os devidos esclarecimentos das partes envolvidas. Qualquer providência que
venha a ser necessária será tomada após o esclarecimento dos fatos".
Leia abaixo a nota
divulgada pelo Banco do Brasil:
Em relação às denúncias
envolvendo a Confederação Brasileira de Vôlei, o Banco do Brasil esclarece que
não irá compactuar com qualquer prática ilegal, ou que seja prejudicial ao
esporte, eventualmente cometida pelas entidades com quem mantém contratos de patrocínio.
O Banco condiciona a manutenção do apoio ao vôlei ao pronto esclarecimento dos
fatos denunciados e à imediata adoção de medidas corretivas.
O Banco do Brasil já
solicitou esclarecimentos à CBV imediatamente após a divulgação dos primeiros
fatos e aguarda as respostas da entidade para avaliar os desdobramentos
relativos ao contrato de patrocínio.
Apesar de não ter
responsabilidade legal ou contratual para fiscalizar a aplicação dos recursos
do patrocínio, o Banco do Brasil entende que é necessário a CBV adotar novas
práticas de gestão que tragam mais transparência para a aplicação dos recursos
e, por exemplo, vedem a contratação de empresas que eventualmente tenham como
sócios dirigentes da Confederação.
O Banco do Brasil apoia o
vôlei brasileiro há 23 anos, período em que o Brasil, nesta modalidade
esportiva, conquistou 19 medalhas olímpicas e mais de 50 títulos mundiais na
quadra e na areia, em todas as categorias.

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