Eleições no São Paulo ocorrerão dias
15 ou 16 e colocarão frente a frente Carlos Miguel Aidar, candidato da situação
e Kalil Rocha Abdalla
Chegou ao fim a era Juvenal Juvêncio
no São Paulo. A vexatória eliminação do Campeonato Paulista para o modesto
Penapolense, na última quarta-feira, acabou com a chance do último título da
gestão do presidente. Após oito anos, o dirigente se despede tendo desperdiçado
a chance de se perpetuar como o maior da história do clube. Muito pelo que
aconteceu, ou deixou de acontecer, em seu terceiro mandato, até então inédito.
Em 2011, já como tricampeão brasileiro, Juvenal
abriu o discurso da reeleição, permitida apenas por mudança estatutária,
garantindo que o Morumbi estaria na Copa do Mundo de 2014. Entraria para a
história. Mas fracassou, e viu logo o rival Corinthians ganhar uma arena. Pior:
boicotado pela oposição, o presidente sai sem conseguir sequer aprovar o
projeto de reforma para modernização do estádio.
Foi também durante seu terceiro
mandato que Juvenal deu o passo que, tanto para oposicionistas quanto para
alguns de seus pares, o fez perder a mão no comando. Foi quando delegou a
Adalberto Baptista plenos poderes no futebol.
O ex-diretor de futebol foi responsável pela
reformulação no CT da Barra Funda, que culminou na saída de profissionais
vitoriosos no clube, como o fisioterapeuta Luiz Rosan e o fisiologista Turíbio
Leite de Barros. Até hoje, há quem lamente a herança negativa deixada por ele
no CT. Rogério Ceni, desafeto de Adalberto, e o técnico Muricy Ramalho estão
entre eles. Depois do dirigente, Barra Funda e Morumbi nunca falaram a mesma
língua, mesmo depois da chegada do gerente Gustavo de Oliveira.
Por outro lado, Juvenal teve vitórias importantes
no mesmo período. A derrota na Copa o impulsionou a liderar o movimento que
derrubou Ricardo Teixeira da presidência da CBF. Reformados, os CTs da Barra
Funda e de Cotia vão hospedar as seleções dos Estados Unidos e da Colômbia,
respectivamente, na Copa do Mundo.
Por essas e outras, Juvenal se considera o
presidente mais vitorioso da história do São Paulo. No próximo dia 15 ou 16,
ele vai passar o bastão. Carlos Miguel Aidar ou Kalil Rocha Abdalla disputam o
cargo. Depois, Juvenal já disse que vai se afastar do clube. Terá tempo para
refletir sobre o que deixou para o que virou sua maior paixão.

0 comentários:
Postar um comentário