O São Paulo não vencia um clássico havia 12 jogos, seis deles contra o Corinthians. Já Luis Fabiano estava na seca contra os grandes clubes paulistas, e contando: chegou a 919 minutos sem fazer um gol. Mas neste domingo, em pleno Pacaembu lotado e contra o maior rival, o time de Muricy Ramalho se redimiu: 3 a 2, com direito a golaço de Paulo Henrique Ganso, Fabuloso deixando sua marca e Rodrigo Caio como herói improvável do dérbi. E a vitória ainda apagou o que foi um jogo desastroso para o zagueiro Antônio Carlos, autor de dois gols contra.
A situação do Corinthians no Campeonato Paulista,
faltando duas rodadas para o final da primeira fase, está nas mãos exatamente
do São Paulo. Com 20 pontos, está dois atrás do Ituano na briga pela segunda
colocação do grupo B, e a equipe de Itu visitará o clube do Morumbi na próxima
rodada. O time alvinegro tentará a recuperação diante do Penapolense no
interior de SP
Antônio
Carlos abriu o placar ao tentar cortar um cruzamento, furar e a bola bater em
seu pé esquerdo. No entanto, o São Paulo empatou com um chute impressionante de
Ganso, a quem sempre Muricy Ramalho cobrou mais presença. Na etapa final, aos
10, Douglas fez linda jogada pela direita - driblou dois corintianos com apenas
um toque -, rolou para Pabón, que cruzou para Luis Fabiano acabar com seu
jejum. Foi então que o zagueiro camisa 4 são-paulino voltou a aparecer:
Guerrero invadiu pela esquerda, chutou para o meio da área, e Antônio Carlos
empurrou contra a própria rede.
O
São Paulo, no entanto, não se acomodou com o empate. Osvaldo cruzou da esquerda
no segundo pau, e o zagueiro Rodrigo Caio, de cabeça, deu fim à zica do São
Paulo em clássicos. Assim, a liderança no grupo A segue com o time tricolor com
24 pontos, seis à frente do Penapolense. Antes de pegar o Ituano, a equipe do
Morumbi estreia na Copa do Brasil contra o CSA, em Alagoas.
Com
a derrota após seis jogos seguidos sem perder (quatro vitórias e dois empates),
o Corinthians não se aproveita do tropeço do Ituano contra o Atlético Sorocaba
para assumir a vice-liderança. Para piorar, Guerrero sentiu uma lesão na coxa
esquerda quando tentava um ataque pela direita do campo e deixou o gramado do
Pacaembu amparado por dois médicos.
O
São Paulo, no entanto, não se acomodou com o empate. Osvaldo cruzou da esquerda
no segundo pau, e o zagueiro Rodrigo Caio, de cabeça, deu fim à zica do São
Paulo em clássicos. Assim, a liderança no grupo A segue com o time tricolor com
24 pontos, seis à frente do Penapolense. Antes de pegar o Ituano, a equipe do
Morumbi estreia na Copa do Brasil contra o CSA, em Alagoas.
Com
a derrota após seis jogos seguidos sem perder (quatro vitórias e dois empates),
o Corinthians não se aproveita do tropeço do Ituano contra o Atlético Sorocaba
para assumir a vice-liderança. Para piorar, Guerrero sentiu uma lesão na coxa
esquerda quando tentava um ataque pela direita do campo e deixou o gramado do
Pacaembu amparado por dois médicos.
Neste
domingo, Muricy Ramalho mostrou ter feito mistério à toa, uma vez que levou a
campo o mesmo São Paulo da rodada passada, com exceção da mudança já esperada
de Álvaro Pereira, de volta da seleção uruguaia, no lugar de Reinaldo. Mano
Menezes, sim, tinha indefinições. E suas escolhas foram Renato Augusto no
meio-campo (que ganhou a disputa com Danilo pelo lugar de Jadson,
impossibilitado de atuar por questões contratuais) e Romarinho (apesar da
recuperação de Paolo Guerrero) como parceiro de Luciano no ataque.
Foi Romarinho quem logo deu o tom de como seria a etapa
inicial. O atacante corintiano arrancou com a bola dominada pela faixa esquerda
e conseguiu invadir a área, mas, cercado por mais de um defensor, chutou direto
para fora. A resposta são-paulina não tardou. No lance seguinte, ainda no
primeiro minuto de jogo, o lateral direito Douglas arriscou arremate cruzado da
ponta direita, e o goleiro Cássio agachou para agarrar a bola. O clássico seria
movimentado.
Com três
atacantes - Pabon aberto pela ponta direita, e não mais como um armador -, o
São Paulo apertava a saída de jogo do Corinthians, enquanto o adversário
contragolpeava, quando podia, com muita velocidade. Como aos seis minutos,
quando um chutão para o alto criou indefinição entre Rodrigo Caio e Antônio
Carlos, e Romarinho só não levou a melhor porque foi derrubado pelo primeiro
zagueiro. A falta à direita da meia-lua seria uma boa oportunidade, mas Bruno
Henrique bateu longe da meta de Rogério Ceni.
Pouco
depois, porém, aos nove minutos, Romarinho cobrou escanteio pela direita, e a
bola atravessou toda a àrea até chegar aos pés de Luciano. O novo xodó
corintiano dominou, chutou cruzado e contou com desvio do zagueiro Antônio
Carlos para abrir o placar do Pacaembu e comemorar com a torcida do Tobogã.
Mas, após ter balançado a rede quatro vezes nas duas partidas anteriores, o
jovem atacante não aumentou sua artilharia porque a arbitragem conferiu o gol
como contra.
O
desenho tático do Corinthians - com Renato Augusto e Luciano se revezando nas
pontas, e Romarinho mais avançado - imediatamente se encolheu, à espera de
botes certeiros de seu trio de volantes. "É natural", analisou Ralf
(que tinha a companhia de Guilherme e Bruno Henrique), no intervalo, "você
dar uma recuada quando faz 1 a 0 em um clássico. Só que a gente recuou muito e
trouxe a equipe deles para cima da gente".
Com
mais campo, o São Paulo foi chegando aos poucos. A primeira tentativa de empate
saiu dos pés de Luis Fabiano. O centroavante dominou bola no peito, na entrada
da área, e bateu à direita do gol de Cássio. Pabon também teve boa
oportunidade, porém pegou mal demais na bola, enquanto Rodrigo Caio e Antônio
Carlos quase alcançaram uma falta cobrada em direção à área. Mais tarde, foi a
vez de Osvaldo ser acionado cara a cara com Cássio; o árbitro, no entanto,
apontou impedimento.
A
série de chances mal aproveitadas fez com que Muricy Ramalho perdesse a
paciência aos 33 minutos, assim que Maicon errou um passe e foi obrigado a
parar jogada, em falta que lhe custou cartão amarelo. O treinador reclamou com
o meia, que quis se defender e retrucou. Coincidência ou não, o Corinthians
teve dois bons suspiros ofensivos na sequência. Primeiramente, com tabela entre
Romarinho e Uendel que obrigou Rogério Ceni a sair de carrinho do gol. Depois,
em rápido contra-ataque de Romarinho bloqueado por Rodrigo Caio somente no bico
da área.
O
susto da torcida do São Paulo deu lugar à euforia aos 38 minutos. Ganso recebeu
na intermediária e deu dois toques na bola. Um para ajeitar, e outro (de bico,
com a perna esquerda) para colocá-la no ângulo esquerdo de Cássio. Um golaço
que reacendeu a esperança visitante e tirou a calma dos donos da casa. Cássio
foi xingado por cobrar mal um tiro de meta pela terceira vez seguida, e Mano
Menezes acabou expulso pouco antes do intervalo por discutir com a arbitragem.
O
Corinthians voltou do vestiário sem o meia Renato Augusto, substituído pelo
atacante Guerrero, ao passo que o São Paulo trocou o volante Souza (que havia
machucado o joelho direito na metade do primeiro tempo) por Wellington. Mal deu
tempo para notar qualquer diferença tática. Ainda aos cinco minutos, após boa
jogada de Douglas, Pabon cruzou rasteiro para Luis Fabiano desviar dentro da
área, no meio do gol, e vazar o goleiro Cássio pela segunda vez na tarde.
"Põe
o Jadson", gritou um corintiano na arquibancada, mesmo ciente de que
Sidnei Lobo, auxiliar técnico do expulso Mano Menezes, não tinha o camisa 10 no
banco de reservas. Mas a única substituição até então já seria suficiente para
buscar a igualdade. Guerrero tentou aos oito e aos dez, mas só teve a
insistência premiada aos 14 minutos. Após chute cruzado do peruano pelo lado
esquerdo, Antônio Carlos contribuiu de novo com o Corinthians ao tirar a bola
do alcance de Rogério Ceni: 2 a 2.
À
medida em que a blitz corintiana foi perdendo gás, o São Paulo retomou a
confiança em vencer. E, aos 33 minutos, após cruzamento de Osvaldo pelo lado
esquerdo, Rodrigo Caio saltou para tocar de cabeça e salvar a pele de seu companheiro
de zaga. O gol garantiria a vitória, o fim de um longo jejum da equipe sem
vencer um clássico e, de quebra, atrapalharia o Corinthians na busca por uma
vaga no mata-mata.
FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 2 X 3 SÃO PAULO
CORINTHIANS 2 X 3 SÃO PAULO
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 9 de março de 2014, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Público: 29.119 pagantes
Renda: R$ 1.003.813,50
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira
Assistentes: Carlos Augusto Nogueira e Anderson Jose de Moraes
Cartões amarelos: Cássio e Luciano (Corinthians); Maicon, Antônio Carlos e Wellington (São Paulo)
Gols: CORINTHIANS: Antônio Carlos, contra, aos nove minutos do primeiro tempo e aos 14 minutos do segundo tempo; SÃO PAULO: Paulo Henrique Ganso, aos 38 minutos da etapa inicial; Luís Fabiano, aos nove do segundo tempo e Rodrigo Caio aos 34.
Data: 9 de março de 2014, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Público: 29.119 pagantes
Renda: R$ 1.003.813,50
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira
Assistentes: Carlos Augusto Nogueira e Anderson Jose de Moraes
Cartões amarelos: Cássio e Luciano (Corinthians); Maicon, Antônio Carlos e Wellington (São Paulo)
Gols: CORINTHIANS: Antônio Carlos, contra, aos nove minutos do primeiro tempo e aos 14 minutos do segundo tempo; SÃO PAULO: Paulo Henrique Ganso, aos 38 minutos da etapa inicial; Luís Fabiano, aos nove do segundo tempo e Rodrigo Caio aos 34.
CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Cleber, Gil e Uendel; Ralf, Guilherme, Bruno
Henrique (Danilo) e Renato Augusto (Guerrero); Romarinho (Emerson) e
Luciano. Técnico: Mano Menezes
SÃO PAULO: Rogério Ceni; Douglas, Rodrigo Caio, Antônio Carlos e Álvaro
Pereira; Maicon, Souza (Wellington) e Ganso; Pabon, Osvaldo (Ademílson) e Luis
Fabiano. Técnico: Muricy Ramalho
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