Com postura time de Juazeiro deve
jogar a segunda divisão e o Figueirense será mantido na série A
A CBF cassou nesta quinta-feira a liminar que o Icasa havia conseguido para disputar a Série A do
Campeonato Brasileiro, concedida pela 4ª Vara Cível
da Barra da Tijuca. No entendimento da Justiça, ainda não haviam sido esgotadas
as instâncias desportivas para a equipe cearense, que conseguiu na Justiça
comum o direito de jogar na elite do futebol nacional.
Com isso, o Icasa terá que disputar
mesmo a Série B, competição na qual estreia nesta sexta-feira, às 21h50
(horário de Brasília), contra a Ponte Preta, em Campinas.
O time de Juazeiro do Norte foi à
Justiça por irregularidade na escalação de um jogador do Figureirense, que não
foi punida pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva). A equipe
catarinense se classificou para a primeira divisão em quarto lugar na temporada
passada da Série B, com apenas um ponto a mais do que os cearenses.
No final da tarde desta quarta-feira, a CBF já havia entrado com uma petição para tentar declinar a competência
da ação para a 2ª Vara Cível da Barra da Tijuca,
onde acumula vitórias nas batalhas judiciais que já travou contra times. A
Justiça, porém, negou o pedido.
No início da noite, os advogados das
duas partes, Carlos Eugênio Lopes, pela CBF, e Carlos Eduardo Guerra, pelo
Icasa, foram recebidos pelo desembargador de plantão no Tribunal de Justiça do
Rio de Janeiro. Luciano Silva Barreto ficou de estudar o recurso da entidade e
também os argumentos da equipe, dando uma resposta até o início da madrugada.
Um documento elaborado pela própria confederação, em
resposta a alguns questionamentos do procurador geral do STJD, Paulo Schmitt,
revelado pelo ESPN.com.br, reconhece que o atleta
Luan Niedzielski não poderia ter atuado pelo time catarinense naquela data,
segunda rodada da competição do ano passado, já que não tinha rescindido seu
contrato de empréstimo com o Metropolitano, onde jogou pelo estadual daquela
temporada.

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