Apesar de Tricolor e Benfica já terem
um acordo fechado, transferência depende
de recisão de contrato do atacante com o Alviverde
A diretoria do São Paulo se reuniu nesta sexta-feira com
representantes do Benfica (POR) e de Alan Kardec para definir os últimos
detalhes da negociação do atacante. No entanto, os clubes ainda não têm a rescisão
contratual do Palmeiras e, por isso, não puderam oficializar a transação.
A
expectativa da diretoria são-paulina é concretizar tudo até segunda-feira para
anunciar o jogador, pois só assim poderá apresentá-lo e colocá-lo para treinar
no CT da Barra Funda. No entanto, ainda contam com a possibilidade de o rival
retardar o processo em uma espécie de retaliação.
“Acredito que tudo deve ocorrer bem até segunda. Mas
depende do Palmeiras. E como houve algumas trocas de farpas entre os
presidentes, vamos aguardar”, afirmou o vice-presidente de futebol tricolor,
Ataíde Gil Guerrero.
O
Palmeiras não se pronunciou sobre o assunto, mas se decidir retardar o processo
e não assinar a rescisão terá de arcar com o salário de Kardec e possíveis
multas pela quebra de acordo com o Benfica.
O
Alviverde se irritou com o fato de o São Paulo ter atravessado sua negociação
de renovação com Kardec e o presidente Paulo Nobre chamou o Tricolor de
"antiético e sorrateiro". A resposta foi dura. O presidente Carlos
Miguel Aidar chamou as declarações de "patéticas" e uma manifestação
de que o Palmeiras tem se apequenado nos últimos anos.
Alan
Kardec está descansando, no aguardo do fim das tratativas e deve assinar
contrato com o São Paulo na próxima segunda. Ele já acertou um vínculo de cinco
anos, com salários de R$ 300 mil mensais. O São Paulo pagará 4,5 milhões de
euros (cerca de R$ 14 milhões) ao Benfica (POR).

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