Técnico argentino e goleiro Romero
deram entrevista na véspera da estreia contra a Bósnia
Messi, enfim, conheceu o Maracanã. No treinamento da
Argentina no estádio, o camisa 10 puxou fila, entrou no gramado sorrindo com os
companheiros e deu alguns piques. Quatro vezes melhor do mundo, o argentino
conheceu pela primeira vez na carreira o estádio que já foi chamado de Maior do
Mundo. A presença dele na partida de estreia dos hermanos contra a Bósnia,
neste domingo, é certeza. Já a de seus companheiros, nem tanto.
Antes
do treino, o técnico Alejandro Sabella entrou na sala de imprensa do Maracanã
ao lado do goleiro Romero, sentou-se e, tão logo se pôs à disposição de
perguntas, mandou o tom de sua coletiva: mistério. A um dia da estreia da
Argentina na abertura da Copa, o comandante se negou a dar até mesmo um esboço
da escalação do time. E não foi por falta de tentativa. Cinco perguntas
abordaram o tema. Mas nada feito.
"A
equipe ainda não está definida. Começamos os treinos, tivemos alguns problemas
com os jogadores e, fora Palacio, estão todos à disposição. Vamos avaliar até o
último momento quem tem melhores condições para os 90 minutos", disse
Sabella.
Perguntado
se iria com um time mais ofensivo, formando um 4-3-3 ou um 4-3-2-1, utilizado
em uma vitória diante da própria Bósnia, por 2 a 0, em amistoso realizado em
novembro de 2013, Sabella mostrou indiferença com a quantidade de atacantes.
Segundo ele, não é o que determina a ofensividade de uma equipe.
"Não
sei colocar mais ou menos porque não defini nada. Às vezes você coloca na
frente e eles jogam entre si. Se pegarem a bola no meio você não tem mais
espaço de recuperar. Tudo é relativo, tem de pensar em ocupar os espaços. Foi
um grande técnico que disse isso: voce não pode atacar bem sem defender bem.
Digo que não posso defender bem sem atacar bem. Tem de tentar fazer as duas
coisas", completou Sabella.

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