Melhor
jogador do mundial de 2010, Diego Forlán não foi o mesmo nessa Copa do Mundo e
não deve mais atuar pela Celeste
A eliminação na Copa do Mundo do Brasil foi dura para o
Uruguai. Mas o golpe foi maior para a geração que fez renascer a mística
celeste, em 2010, na África do Sul e conquistou a Copa América, em 2012. Ícones
daquele time, Forlán e Lugano dificilmente estarão na Rússia, em 2018. Após a
derrota de 2 a 0 da Colômbia no Maracanã, o sentimento foi de que o ciclo
chegou ao fim. É hora de renovação.
Na
África do Sul, Diego Forlán foi capitão, principal jogador e bola de ouro do
torneio na campanha do quarto lugar, melhor resultado da seleção uruguaia desde
1970. Mas, desta vez, os 35 anos pesaram. Inicialmente, acabou no banco de
reservas. Mas foi escalado no lugar do suspenso Luis Suárez diante da Colômbia,
e pouco fez. Acabou substituído por Stuani. Faltaram pernas e vitalidade.
Mesmo
caso de Lugano. Símbolo de raça do time de 2010, neste ano ele figurou mais nas
polêmicas fora de campo, como em cartas à torcida e o apoio a Suárez, do que no
gramado. Acabou barrado no segundo jogo. Aos 33 anos, está em evidente declínio
técnico e a Rússia também se torna bem improvável.
O
nome a tocar a reformulação no elenco uruguaio ainda é incerto. O técnico Óscar
Tabárez tem grande respeito no futebol do país, principalmente pelo resultado
de 2010. Foi ele que, em 2006, iniciou o processo de reformulação em todo o
futebol do país, buscou novos nomes, como o próprio Luis Suárez. Seu acordo
atual, no entanto, era válido até o fim da participação celeste no Brasil. A
continuidade no cargo após oito anos, segundo o próprio, é uma incógnita.
"Não
(houve contato da Associação Uruguaia de Futebol). Simplesmente ouvi algumas
opiniões através da mídia e não é a maneira de se chegar a algo concreto. A
única maneira é uma proposta ampla, que considere todos os aspectos que já
demonstramos quais são nesses oito anos à frente da seleção. Enquanto não
houver a proposta, e que seja ampla em relação a todos os aspectos, não há movimentos
da minha parte. Não posso dizer mais nada", afirmou o técnico.
Em
um dos pontos, Tabárez se refere ao trabalho na base do futebol uruguaio, sem a
forte influência de empresários em escalações de jogadores, utilizando-se
apenas de aspectos físicos, táticos e técnicos. Essa foi uma das brigas
compradas por ele ao assumir o comando da Celeste em 2006. Com os frutos de
2010, sua opinião passou a ter grande peso no país.
A
forma como defendeu o Uruguai na punição de Luis Suárez, quando renunciou a um
cargo da Fifa, também deve ser levado em conta. Pela frente, Tabárez conta com
jogadores de qualidade que terão ao menos mais um ciclo de Copa pela frente,
casos do próprio Luis Suárez, de 27 anos, Cavani, também 27 anos, Lodeiro (25),
Godín (28) e o goleiro Muslera (28).

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