#COPADOMUNDO – INTERPOL ESTÁ NO BRASIL APURANDO INDÍCIOS DE MANIPULAÇÃO DE RESULTADOS EM JOGOS DA COPA


            Em meio a polêmica envolvendo a escolha do Catar como sede da Copa do Mundo de 2022, mais um escândalo surge para manchar a imagem da FIFA.


            Pensado no que é a FIFA e nas acusações contra seus dirigentes, do passado e do presente, talvez a notícia não seja tão surpreendente, mas nessa sexta-feira O secretário geral da Interpol (organização internacional que coopera com policias de diversos países), Ronald Noble, revelou à rede americana CNN que a instituição enviou uma equipe para o Brasil para investigar uma possível manipulação de partidas na Copa do Mundo.
"Posso garantir que, agora, enquanto a Copa acontece, existem grupos de crime organizado trabalhando com apostas ilegais. Isso pode influenciar no resultado de um jogo ou no que acontece em campo, com suborno ou corrupção", disse Noble em entrevista ao apresentador Richard Quest no programa Quest Mean Business.
            "E quando você pensa 'é um evento grande, é muito importante, esse tipo de coisa não pode acontecer', é que aí você tem um problema. Por isso, enviamos uma equipe da Interpol ao Brasil, para ajudar os brasileiros, e outras equipes pelo mundo para investigar esses grupos de crime organizado que trabalham com manipulação de resultados. Isso tem que ser vigiado."
            Após essas afirmações a Polícia Federal brasileira fez questão de vir a público e dizer que não está acontecendo investigação nenhuma. "O que aconteceu, antes da Copa, é que uma equipe da Interpol esteve no Brasil para dar um treinamento aos policiais federais brasileiros e aos policiais estrangeiros presentes no CCPI [Centro de Comando Integrado de Polícia Internacional] da Copa para coibir e identificar eventuais casos desses durante a Copa, mas não há nada de concreto", disse Luiz Eduardo Navajas, delegado da PF e coordenador da Interpol no Brasil.
             "De acordo com o treinamento que foi passado, os aliciadores procuram abordar jogadores, juízes e membros de delegações em geral nos hotéis, aeroportos e nos estádios. Os delegados que acompanham as seleções estão atentos e vão agir em qualquer indício de suspeita".
            Como o mundo das apostas é muito abrangente, vai muito além do placar da partida, detalhes como que país fará o primeiro gol, um escanteio ou coisas que talvez o grande público não de muita atenção. "Um pênalti, qual equipe dá a saída de bola, para quem é o primeiro escanteio... as pessoas apostam milhões de dólares nessas coisas. É assim que definimos o termo 'manipulação' num jogo”, disse Noble.
            Paralelo a essa investigação de possível manipulação de resultados, a Interpol investiga as denúncias de suborno nas escolhas de Rússia e Catar como sedes das Copas de 2018 e 2022 respectivamente. "São promotores muito respeitados pelo mundo. Leio muito no jornal sobre as suspeitas com a Fifa, mas vou esperar a investigação e as evidências para saber o que aconteceu", analisou.
"Espero que a Fifa apoie as investigações, que são independentes, e dê todos os recursos possíveis. Mas talvez isso não aconteça, porque é uma investigação independente, que chegará a algumas conclusões. Mas confio na integridade e na credibilidade de quem está investigando, e o relatório final deverá ser respeitado", afirmou.
            FIFA e Interpol já atuaram juntas em 2012, após a série de denúncias e escândalos que derrubou Ricardo Teixeira da presidência da CBF e seu ex-sogro João Havelange da presidência de honra da FIFA e do COI. As ações conjuntas foram para dar “mais transparência” a entidade máxima do futebol. Até aqui parece que Joseph Blatter e seus pares falharam clamorosamente. 
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