Uruguaio levou a maior punição da história
das Copas do Mundo. Comissão que o julgou é formada por “periferia do futebol”
O julgamento de Luis Suárez ficou nas mãos de pessoas de
países com pouca ou nenhuma tradição no futebol. A punição de nove jogos para o atacante uruguaio foi definida pelaComissão Disciplinar da Fifa, que é composta de 19 membros, com
direito a representantes de Cingapura, Ilhas Cayman, Tonga e até Ilhas Cook.
Conforme o Código Disciplinar da Fifa, uma reunião da
Comissão já é válida quando é composta por três representantes. O estatuto
ainda sugere que a escolha dos membros que participam do julgamento tente
abranger o maior número de continentes possível, mas isso não é uma regra.
Segundo
relatos, a reunião sobre o caso Suárez foi composta de nove pessoas, que, como
de costume, não tiveram suas identidades reveladas. O que se sabe é que o suíço
Claudio Sulser, presidente da Comissão, esteve presente.
Sulser
é um ex-jogador com passagens pela seleção suíça de futebol. O interessante é
que ele é conterrâneo e amigo pessoal de ninguém menos que Joseph Blatter, o
manda-chuva do futebol mundial. Além de presidir a Comissão Disciplinar, Sulser
também é um dos principais nomes da investigação contra o escândalo de
possíveis compras de votos na escolha das sedes das Copas de 2018 e 2022.
Abaixo
do suíço aparece o primeiro país sem nenhuma tradição no futebol: Kia Tong Lim,
de Cingapura, é o vice-presidente. Dos outros 17 membros, apenas quatro são de
países que estiveram representados na Copa do Mundo. E nenhum é de um país que
já foi campeão do mundo.
Os
países que mais chamam a atenção são os da Oceania. Tonga, por exemplo, só
possui um fato relevante na história de sua seleção: ter tomado de 22 a 0 da
Austrália em 2001, a segunda maior goleada da história das eliminatórias para a
Copa do Mundo. E em casa.
Suárez
e o Uruguai ainda enfrentarão o mesmo problema caso decidam recorrer contra a
suspensão. O Comitê de Apelação da Fifa é composto de 14 membros, sendo que
apenas dois são de países que estiveram na atual Copa. Bem verdade que pelo
menos há um argentino ‘campeão do mundo', mas a comissão é presidida por Larry
Mussenden, da 'potente' Bermuda.
O
destaque é para Guam, país da Ásia responsável por tomar a terceira maior
goleada da história das eliminatórias: 19 a 0 para o Irã, em 2000. E também
para as Ilhas Turcas e Caicos, país que é o último colocado no ranking da
Fifa.
Veja quem faz parte da
Comissão Disciplinar da Fifa:
Presidente: Claudio
Sulser (Suíça)
Vice-presidente: Kia Tong Lim (Cingapura)
Membros:
Rafael Esquivel (Venezuela)
Juan Ángel Napout (Paraguai)
Constant Omari (Congo)
Mike Edwards (Estados Unidos)
Raymond Hack (África do Sul)
Hamid Haddadj (Argélia)
Aleksander Ceferin (Eslovênia)
Jim Shaw (Irlanda do Norte)
Lord Veehala (Tonga)
Francisco Acosta (Equador)
Ariel Alvarado (Panamá)
Peter Campbell (Ilhas Cayman)
Norman George (Ilhas Cook)
Nayyar Haider (Paquistão)
Hong Martin (Hong Kong)
Krister Malmsten (Suécia)
Jo Setright (Austrália)
Veja quem faz parte do
Comitê de Apelação da Fifa:
Presidente: Larry
Mussenden (Bermuda)
Vice-presidente: Fernando Mitjans (Argentina)
Membros:
Ahmad (Madagascar)
Édgar Peña Gutierrez (Bolívia)
Randall Cunliffe (Guam)
Abdul Rahman Lootah (Emirados Árabes)
Leo Windtner (Áustria)
Christian Andreasen (Ilhas Faroe)
Laureano Gonzalez (Venezuela)
Dan Kakaraya (Papua Nova Guiné)
Tourqui Salim (Comoros)
Victor Garza (México)
Samuel Ram (Fiji)
Oliver Smith (Ilhas Turcas e Caicos)

0 comentários:
Postar um comentário