#COPADOMUNDO – URUGUAI MONTA DEFESA DE SUÁREZ E SE DIZ PERSEGUIDO POR INGLESES


            Herói do título de 1950, Ghiggia defende punição para atacante “não sei o que ele tem na cabeça”


            O presidente da Federação Uruguaia de Futebol, Wilmar Valdez, faz parte do comissão de arbitragem da Copa do Mundo e passou as últimas horas trabalhando na defesa de Luis Suárez. O atacante deu uma mordida no zagueiro italiano Chiellini e pode ser suspenso pela FIFA.
            Na defesa do jogador, entregue nessa quarta-feira a entidade máxima de futebol, os uruguaios defendem que não houve agressão. "O futebol é um esporte físico. Se o árbitro toma uma decisão com base em uma certa compreensão eu acho que é realmente difícil julgar depois em um escritório. Quando é algo realmente sério, eu não acho que é ruim a FIFA interferir, mas quando é assim, uma colisão no ar, eu não acho que deve ser julgado. A boca do Suárez bate no ombro do outro jogador", disse Alejandro Balbi, advogado de Suárez.
            "Sabemos como o Luis foi recebido em Liverpool, onde é amado, as pessoas o adoram, mas no restante da Inglaterra sabemos o que acontece com ele. Se a Fifa agir da maneira que deveria, de acordo com a prova que temos aqui, ele não será julgado", acrescentou.
"Não houve nenhuma mordida. Foi uma jogada casual, em que o jogador (Suárez) perde o equilíbrio e, então, se produz o choque. Pode ter sido um golpe na nuca, no pescoço, nas costas. E é isso que se vê, um choque, e nada mais", explicou ainda Ernesto Dehl, que ajudou a escrever a tese de defesa, em entrevista ao jornal Ovación.
            Ao contrário de representantes da Federação e de boa parte da imprensa uruguaia, que tentam defender Suárez com todas as letras, Alcides Ghiggia, autor do gol que garantiu o título do Uruguai em 1950, em pleno Maracanã, foi enfático ao defender uma punição ao atacante. "Creio que uma punição poderia ser (aplicada) porque é absurdo, não é a primeira vez que isso acontece. Não sei o que este rapaz pensa, o que ele tem na cabeça. Seja uruguaio ou de outra nacionalidade, sempre é preciso reprovar essas coisas em um campo de jogo, isto não é uma guerra ", disse o responsável pelo Maracanazzo à revista Reuters.
            Apesar dos pedidos de punição, Ghiggia segue bastante confiante na seleção celeste, mesmo que sem o principal astro do time. "O Uruguai pode seguir em frente, tem jogadores para isso", disse.

Os uruguaios enfrentam a Colômbia no próximo sábado, no Rio de Janeiro, pelas otiavas de final da Copa do Mundo.

Escrito por: Vinicius Alexis - @Vinicius_Alexis - vinicius.alexis.cruz@gmail.com
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