Itália volta para casa após derrota
por 1 a 0. Foi a última partida de Andrea Pirlo com a camisa da Azzura
O ‘quase impossível' aconteceu: o fantasma celeste segue
vivo na Copa do Mundo. Depois de perder para a Costa Rica na estreia e ser
considerado como o primeiro eliminado do grupo da morte, o Uruguai deu a volta
por cima, bateu a Itália por 1 a 0 em uma verdadeira decisão nesta terça-feira,
em Natal, e está classificado para as oitavas de final. Os italianos,
tetracampeões do mundo, voltam muito mais cedo que o esperado para casa e
reclamando da expulsão de Marchisio, logo aos 14 minutos do segundo tempo.
E tudo graças a estrela de um zagueiro-artilheiro. Depois
de dar o título espanhol ao Atlético de Madri e de marcar até na final da
Champions League, Diego Godín apareceu mais uma vez, agora na Copa do Mundo.
Aos 36 minutos do segundo tempo, o zagueirão subiu mais que todo mundo no meio
da poderosa defesa italiana e mandou a bola para as redes. Era o gol da
classificação, o gol que transformava em realidade o que antes era quase
impossível.
E
quase impossível nas palavras dos próprios uruguaios. Logo após a derrota para
a Costa Rica na estreia, Diego Lugano foi categórico em dizer que a
classificação para as oitavas de final ficara distante. "Antes era
difícil, agora é quase impossível", disse na ocasião.
Mas
o Uruguai tinha Luis Suárez, que, mesmo sem estar 100% fisicamente entrou em
campo, marcou dois gols e comandou praticamente sozinho a vitória diante da
Inglaterra na segunda rodada. E o Uruguai tinha Godín, de temporada brilhante
na zaga do Atlético de Madri e de estrela sem igual para garantir o triunfo
também diante da Itália,
Com
a vitória, o Uruguai termina a fase de grupos com 6 pontos, um a menos que a
Costa Rica, líder da chave. Como segundo colocados, os uruguaios agora aguardam
a definição do grupo C para conhecerem seus próximos rivais. O adversário tem
grandes chances de ser a Colômbia, mas também pode ser a Costa do Marfim.
Mas
a classificação também impede um novo Maracanazzo, como em 1950. Explica-se:
com o Brasil em primeiro do grupo A e o Uruguai em segundo no grupo D, as
seleções obrigatoriamente terão que se encontrar nas quartas de final, em
Fortaleza. Isso, claro, se ambas passarem pelas oitavas.
O jogo - Como não podia ser diferente, o clima de decisão entrou em campo junto com os jogadores das duas equipes. Ninguém podia pensar em sair atrás no placar e, por isso, o duelo começou truncado e se estendeu deste jeito por todo o primeiro tempo. A Itália controlava sempre a posse de bola, mas, com Pirlo um pouco mais recuado, pouco conseguia criar.
O jogo - Como não podia ser diferente, o clima de decisão entrou em campo junto com os jogadores das duas equipes. Ninguém podia pensar em sair atrás no placar e, por isso, o duelo começou truncado e se estendeu deste jeito por todo o primeiro tempo. A Itália controlava sempre a posse de bola, mas, com Pirlo um pouco mais recuado, pouco conseguia criar.
Do
outro lado, o Uruguai usava todas as vezes que pegava na bola para tentar criar
uma jogada de perigo. Logo aos dois minutos de jogo, por exemplo, Cavani tentou
um chute ainda de trás do círculo do meio de campo. A tentativa surpreendeu,
mas Buffon foi seguro na bola e fez a defesa sem muitos problemas. Pouco
depois, Suárez cobrou falta na área e obrigou Buffon a rebater para longe.
Álvaro Gonzalez ainda pegou o rebote, mas não conseguiu fazer a finalização.
A
melhor chance italiana na primeira etapa veio em uma quase falha de Muslera.
Pirlo teve falta pela esquerda, ainda distante do gol e mais perto da linha
lateral. O italiano, porém, não quis saber das adversidades e emendou para o
gol. Muslera espalmou para cima e quase se complicou mandando a bola para
dentro do próprio gol. Aos 28, Immobile ainda teve outra boa oportunidade, mas
isolou um bom cruzamento que recebeu de De Siglio.
A
melhor chance da primeira etapa, porém, seria mesmo uruguaia. Aos 32, Suárez
tabelou com Lodeiro e invadiu sozinho a área italiana. O atacante tentou o
cruzamento, mas Buffon se esticou todo e evitou o passe. A bola voltou nos pés
de Lodeiro, que tentou emendar de primeira, mas Buffon mostrou mais uma vez
porque é considerado um dos melhores goleiros do mundo há tanto tempo e fez a
defesa no reflexo.
O segundo tempo começou com o Uruguai em cima. Logo aos 5
minutos, Cavani se enroscou com Bonucci na área e reclamou de um pênalti não
marcado. Ao 14, porém, quem lamentava contra o juiz eram os italianos.
Marchisio entrou com o pé muito alto em uma dividida com Maxi Pereira e tomou
um cartão vermelho direto.
Com
a Itália com um a menos, a partida mudou de rumo. O Uruguai se lançou com tudo
ao ataque e quase marcou logo aos 20. Após a defesa mexicana travar Cavani, a
bola sobrou para Suárez, que invadiu a área sozinho, ficou de frente para o gol
e chutou com o lado de fora do pé. Mas não o suficiente para tirar Buffon do
lance. O goleiro se esticou todo e mandou a bola para escanteio.
O
jogo foi ficando mais nervoso com o passar dos minutos. Aos 35 minutos, Suarez
se enroscou na área, e Chiellini foi ao chão reclamando de uma mordida do
uruguaio, que parece de fato ter acontecido. O juiz não marcou nada, e a
sequência foi fatal para a Itália. Escanteio pela direita, bola quase perfeita
de Gaston Ramírez e cabeçada certeira de Godín. O gol da vitória, o gol da
classificação.
FICHA
TÉCNICA
ITÁLIA 0 X 1 URUGUAI
ITÁLIA 0 X 1 URUGUAI
Local: Estádio Arena das Dunas, em Natal (RN)
Data: 24 de junho de 2014, terça-feira
Horário: 13h (de Brasília)
Árbitro: Marco Rodriguez (MÉX)
Assistentes: Marvin Torrentera e Marcos Quintero (ambos do México)
Cartões Amarelos: Balotelli, De Sciglio (Itália), Muslera e Arévalo Rios (Uruguai)
Cartão Vermelho: Marchisio (Itália)
Gol: Uruguai: Godín, aos 35 minutos do
segundo tempo
Data: 24 de junho de 2014, terça-feira
Horário: 13h (de Brasília)
Assistentes: Marvin Torrentera e Marcos Quintero (ambos do México)
Cartões Amarelos: Balotelli, De Sciglio (Itália), Muslera e Arévalo Rios (Uruguai)
Cartão Vermelho: Marchisio (Itália)
ITÁLIA: Buffon, Barzagli, Bonucci e Chiellini; De Sciglio,
Verratti (Thiago Motta), Marchisio, Pirlo e Darmian; Balotelli (Parolo) e
Immobile (Cassano)
Técnico: Cesare Prandelli
URUGUAI: Muslera, Cáceres, Giménez, Godín e Álvaro Pereira
(Stuani); Gonzáles, Arévalo Ríos, Cristian Rodríguez (Ramírez) e Lodeiro (Maxi
Pereira); Suárez e Cavani
Técnico: Óscar Tabárez
Técnico: Óscar Tabárez

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