Após goleada sofrida contra a
Holanda, Espanha ainda busca juntar os cascos antes da decisão contra o Chile
nessa quarta-feira
A derrota por 5 a 1 para a Holanda, na sexta-feira,
abalou a confiança de parte da torcida e da imprensa espanholas na seleção do
país. Mas Cesc Fábregas, que veste a camisa 10 da equipe, diz continuar com a
sua intacta. E se incomodou com o ceticismo quanto às próximas partidas da
equipe campeã mundial e bicampeã da Europa.
"Temos jogadores de muito nível e não sei por que
não podemos fazer uma grande partida e dar uma aula de futebol", afirmou,
quando questionado sobre a expectativa para o próximo jogo, na quarta-feira, no
Maracanã.
Para
avançar às oitavas de final sem depender de combinações, os espanhóis precisam
vencer Chile e Austrália, nas próximas duas partidas na competição. O agora jogador
do Chelsea aposta que os 5 dias entre as duas partidas servirão para a equipe
se recuperar.
"Sempre
é necessário tempo para avaliar os erros que se comete, para que eles não
voltem a acontecer. O futebol te dá um jogo a cada 3 ou 4 dias, e se o jogo
anterior foi ruim, sempre há chance de se colocar as coisas no lugar",
afirmou o jogador.
Fábregas
fez coro com o discurso do goleiro e capitão Iker Casillas, de que os espanhóis
não têm de fazer nenhuma conta: têm apenas de vencer as duas partidas restantes
na competição.
"Vamos
com tudo e temos que ganhar, porque é a única opção que temos. Eles, pelo que
vimos, também vão sair pressionando no ataque, marcando, tentando a vitória. É
um jogo de vida ou morte, vencer ou voltar para casa", concluiu.
Casillas está sendo muito questionado dentro e fora da
Espanha e o principal nome para substituí-lo, David De Gea sofreu uma lesão
muscular de grau 1 e ficará ao menos 10 dias parados. Assim ele não poderá jogar nessa primeira
fase, contra Chile e Austrália.
"Vamos ganhar ou morrer com este estilo", disse
o meia Xavi Hernández, antes do duelo contra a Holanda.
A Espanha não morreu, mas precisa de duas vitórias -
contra Chile e Austrália - para continuar viva. E para não correr riscos, o
técnico Vicente del Bosque ensaia mudanças, sim.
Algumas
das medidas emergenciais foram vistas no treino de sábado, em Curitiba, o
primeiro após a derrota que chocou o mundo do futebol, sobretudo pela apatia
dos jogadores.
Antes
do treinamento, o treinador chamou os dois capitães - Iker Casillas e Xavi
Hernández. Eles ficaram sentados em um banco, à beira do campo, conversando. O
goleiro, segundo informação do próprio técnico, chamou todos os jogadores após
a derrota para assumir a culpa. "Vi Iker exercendo a função de um capitão.
Ele estava se culpando, mas a culpa era de todos. Ainda assim, ele colocou na
cabeça de toda a equipe a base para a recuperação", afirmou Del Bosque.
Mas
não foi apenas na parte psicológica que o dia seguinte à derroa serviu à
Espanha. Conhecidos como uma seleção que "toca muito e chuta pouco",
os espanhóis ontem dedicaram boa parte do treinamento técnico aos arremates a
gol.
Contra
a Holanda, foram apenas 9 finalizações, contra 13 dos holandeses. Para efeito
de comparação, a Austrália, considerada a pior seleção do grupo B, deu 13
chutes contra o Chile, que concluiu 11 vezes.
A
sessão incluiu, ainda, treinos de cruzamentos na área. Um expediente que deve
ser mais utilizado contra o Chile. A equipe sul-americana é a de menor média de
estatura da Copa e sofreu nas bolas aéreas contra os australianos.
Pode
estar nesse tipo de lance, bem distante do consagrado tiki-taka, o caminho para
os espanhóis vencerem o que chamam de "primeira final"; a outra será
contra a Austrália. Um novo tropeço deixa os campeões do mundo muito distantes
da segunda fase. Muito perto de um vexame histórico.
Del Bosque ainda não dá muitas pistas, mas a equipe deve sofrer mudanças para enfrentar os chilenos. "Pode ser que haja alguma mudança, mas não queremos nos precipitar nesta tomada de decisões. Se houver alguma mudança, não será para apontar o dedo para ninguém. Temos 23 jogadores e todos estão à disposição. Buscaremos a melhor solução, sempre", afirmou.
Del Bosque ainda não dá muitas pistas, mas a equipe deve sofrer mudanças para enfrentar os chilenos. "Pode ser que haja alguma mudança, mas não queremos nos precipitar nesta tomada de decisões. Se houver alguma mudança, não será para apontar o dedo para ninguém. Temos 23 jogadores e todos estão à disposição. Buscaremos a melhor solução, sempre", afirmou.

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