Um busca o hexa, em casa, naquela que já ganhou o apelido
de "Copa das Copas"; o outro corre atrás do tetra e, conquistando ou
não o título, já ganhou o troféu de time mais carismático do Mundial. Brasil e
Alemanha, duas das seleções mais tradicionais e poderosas da história da bola,
duelam nesta terça, às 17h (horário de Brasília), no Mineirão, por uma vaga na
sonhada final. Motivos para acreditar na vaga existem - do lado de lá e do lado
de cá.
Vamos a lista com sete razões para mostrar que a
seleção brasileira pode, sim, alcançar a decisão, mesmo desfalcada de sua
principal estrela - o lesionado Neymar - e seu capitão - o suspenso Thiago
Silva. História, números, análises, superstições e coincidências compõem o listão
de motivos.
RETROSPECTO
Entre as grandes seleções do planeta, ninguém é tão
freguês do Brasil como a Alemanha. Foram 21 confrontos reconhecidos pela Fifa,
com 12 vitórias brasileiras, cinco empates e só quatro derrotas. E no único
jogo por Copas, vitória brasileira, na final de 2002.
FELIPÃO É PÉ QUENTE E LOW PÉ FRIO
O treinador brasileiro pode não ser um especialista em
montar times de estilo vistoso, mas nas únicas duas competições organizadas
pela Fifa que disputou no comando do time nacional, Mundial de 2002 e Copa das
Confederações de 2013, foi campeão. Joachim Low jogou duas Eurocopas e um
Mundial, e nada de título - nas campanhas continentais, foi vice em 2008 e caiu
na semi em 2012; na África do Sul, ficou em terceiro.
IMBATÍVEL EM CASA
O Brasil não perde um jogo oficial em casa desde 1975,
quando foi batido pelo Peru em jogo da Copa América. São quase 40 anos de
invencibilidade. Contando também amistosos, são só vitórias e empates jogando
como mandante desde 2002.
TABU EUROPEU
Foram quatro Copas disputadas na América do Sul até hoje.
E todos os campeões foram seleções da região. Dos oito finalistas, só dois
foram da Europa: Tchecoslováquia, no Chile, em 1962, e Holanda, na Argentina,
em 1978.
REI DAS SEMIFINAIS
Até hoje, na história das Copas, o Brasil disputou sete
semifinais puras (em 1974 e 1978 a segunda fase era disputada em fase de
grupos). Foram seis vitórias e apenas uma derrota, na primeira vez que o país
chegou nesse estágio do torneio, em 1938, na França. A Alemanha soma 12
semifinais - cinco a mais que Brasil e França -, mas o aproveitamento é
inferior ao time brasileiro, já que são as mesmas sete aparições em decisões de
Mundial.
CONTRA GRANDES, APOSTE NO FRED
Será o primeiro jogo da seleção brasileira nesta Copa
contra um campeão mundial. Tipo de jogo que Fred adora. Desde que Felipão
assumiu, foram sete jogos contra times que já ganharam a Copa, e neles o
atacante do Fluminense marcou oito gols.
MENOS PRESSÃO
A suspensão de Thiago Silva e a contusão de Neymar
deixaram o time muito mais enfraquecido, mas deixou o time quase com status de
zebra diante dos alemães, um alívio para quem vinha sentindo a pressão de ser favorito
ao título.

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