Duelo será o último das oitavas de
final e irá definir o adversário de Argentina ou Suíça
A tarde desta terça-feira marca a despedida de Bélgica ou
Estados Unidos da Copa do Mundo. As seleções medem forças pelas oitavas de
final na Arena Fonte Nova, em Salvador, apostando em diferentes estratégias
para sobreviver no torneio. Enquanto a "ótima geração belga" roda o
time titular a cada jogo, os norte-americanos tiveram escalação praticamente
fixa na primeira fase.
Marc Wilmots tem promovido mudanças partida a partida
neste Mundial. Com elenco forte em mãos, o técnico mudou todos os setores da
Bélgica durante os três jogos da fase de grupos. Mesmo não resultando no
futebol vistoso que se esperava, as trocas renderam 100% de aproveitamento e a
primeira colocação do grupo H.
Ainda
assim, a seleção é cobrada pela imprensa local, que reconhece a
competitividade, mas questiona o poder de criação e defende que os "Diabos
Vermelhos" precisam se superar para chegar às quartas de final.
“Meu
time titular nunca é o mesmo porque o adversário nunca é igual ao que
enfrentamos na partida anterior", explica Wilmots, que frequentemente diz
confiar na força de seus suplentes.
Ele
manteve apenas quatro jogadores entre os titulares durante a primeira fase e
despista possíveis alterações na defesa. "Van Buyten e Lombaerts formam
uma boa dupla, com Vertonghen jogando na lateral esquerda. Mas Kompany e
Vermaelen já estão se sentindo melhor, estão seguindo o programa de
recuperação", afirma, misterioso - Vermaelen, no entanto, já está
confirmado como desfalque
Apesar
do rodízio, Hazard é sempre a maior esperança de gols. O camisa 10 é o expoente
ofensivo belga, mas não correspondeu às expectativas nos últimos jogos: os
únicos lampejos foram as assistências para Mertens, no triunfo sobre a Argélia,
e Origi, na vitória sobre a Rússia.
"Eden
quer fazer mais, ele pode nos trazer mais. Todo mundo sabe disso",
acredita Wilmots. "Então estou apenas esperando para vê-lo. Não tento
colocar qualquer pressão sobre ele, mas gostaria que fosse um líder em campo,
mesmo que ele tenha apenas 23 anos", pede o treinador.
Os
Estados Unidos, por outro lado, têm empolgado seu torcedor exatamente como se
esperava. Mesmo encarando concorrentes difíceis como Gana, Portugal e Alemanha
na primeira fase, os norte-americanos apresentaram futebol consistente e
disciplinado taticamente. A classificação foi tão festejada que o técnico
Jurgen Klinsmann pediu para que seus comandados adiassem as passagens de volta.
Para
não amargar voo para casa ainda nesta semana, porém, os EUA precisam melhorar
alguns detalhes na marcação. O que se viu no duelo contra a Alemanha foi um
time disposto e aplicado taticamente, postura que é resultado da manutenção da
base da equipe durante toda a fase de grupos. Ainda assim, os norte-americanos
são suscetíveis a invertidas de bola e frágeis pelos lados do campo.
Faltou
também uma referência no ataque, mas este problema parece ser mais simples de
resolver. O centroavante Altidore está recuperado e voltou a treinar após lesionar-se ainda na
estreia neste Mundial. Desde então, Klinsmann tem improvisado o meia
Dempsey no comando de ataque e a equipe perdeu qualidade na armação. Com o
reforço, o técnico pode recuar o camisa 8 para a criação e aproximar o
meio-campo do ataque.
É
por quatro dias a mais no Brasil que Bélgica e Estados Unidos medem forças
nesta terça-feira. O vencedor volta a campo no sábado, para tentar novamente
estender a estadia contra o vencedor de Argentina x Suíça.
FICHA TÉCNICA
BÉLGICA X ESTADOS UNIDOS
Copa do Mundo 2014 - Oitavas de final
BÉLGICA X ESTADOS UNIDOS
Copa do Mundo 2014 - Oitavas de final
Local: Arena Fonte Nova, em Salvado-BA
Data: 1º de julho de 2014, terça-feira
Horário: 17h (horário de Brasília)
Árbitro: Djamel Haimoudi (ARG)
Assistentes: Redouane Achik (MAR) e Abdelhak Etchiali (ARG)
BÉLGICA: Courtois; Vanden Borre, Van Buyten, Lombaerts (Kompany) e Vertonghen; Witsel, Dembele, Hazard, Fellaini e De Bruyne; Lukaku (Origi) Técnico: Marc Wilmots
ESTADOS UNIDOS: Howard, Johnson, Besler, González e Beasley; Jones, Beckerman, Bradley, Dempsey e Zusi; Altidore (Bedoya) Técnico: Jurgen Klinsmann
Data: 1º de julho de 2014, terça-feira
Horário: 17h (horário de Brasília)
Árbitro: Djamel Haimoudi (ARG)
Assistentes: Redouane Achik (MAR) e Abdelhak Etchiali (ARG)
BÉLGICA: Courtois; Vanden Borre, Van Buyten, Lombaerts (Kompany) e Vertonghen; Witsel, Dembele, Hazard, Fellaini e De Bruyne; Lukaku (Origi) Técnico: Marc Wilmots
ESTADOS UNIDOS: Howard, Johnson, Besler, González e Beasley; Jones, Beckerman, Bradley, Dempsey e Zusi; Altidore (Bedoya) Técnico: Jurgen Klinsmann

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