Sandro Meira Ricci estava cotado
para apitar a partida, mas a Argentina não queria que um árbitro sul-americano
comandasse a final da Copa do Mundo
O italiano Nicola Rizolli será o árbitro da decisão da
Copa do Mundo entre Alemanha e Argentina, que acontece no próximo domingo no
estádio do Maracanã. A informação foi confirmada pela Fifa nesta sexta-feira.
A decisão é uma vitória fora de campo da Argentina sobre
o rival do próximo domingo. Isso porque a AFA, confederação de futebol do país
sul-americano fez pressão nos bastidores para que o italiano fosse o juiz
escolhido.
Além de Rizolli, Linieres Faveranie e Andrea Stefani
completam o trio de arbitragem, todos os três italianos. Os equatorianos Carlos
Vera e Lescano, serão quarto e quinto árbitros. Os alemães preferiam e lutaram
nos bastidores para que o comandante da partida fosse o sueco Jonas
Eriksson.
O brasileiro Sandro Meira Ricci chegou a ser cotado para
vaga, mas acabou preterido. A falta de habilidade diplomática da CBF pesou
contra a escolha do árbitro da Federação Pernambucana.
Essa será a quarta partida arbitrada por Rizzoli neste
Mundial, a terceira da seleção argentina. O italiano comandou o trio de
arbitragem nas vitórias da seleção sul-ameircana sobre Nigéria e Suíça. Além
dessas duas partidas, trabalhou na vitória da Holanda sobre a Espanha, por 5 a
1, na primeira fase do mundial.
Referência na arbitragem europeia, Rizzoli conta com
grandes momentos na carreira. O principal deles até o momento veio na decisão
da Uefa Champions League, em 2013, entre Bayern de Munique e Borussia
Dortmund.
Decisão que ficou marcada como um dos momentos mais
especiais da vida do italiano, dentro ou fora de campo. Rizzoli, segundo
admitiu ao jornal "La Gazzetta dello Sport" chegou ao ponto de
chorar de emoção pelo feito à época.
"Aconteceu após o jogo. Eu estava sozinho. Olhei
para as bancadas e o fãs estavam a cantar, até os do Borussia Dortmund. A
tensão estalou e acabei em lágrimas", confessou ao diário italiano.
Emoção que deve se repetir no próximo domingo. Antes que
o grande momento chegue, o italiano já se mostra emocionado.
"Apitar uma final de Copa e o máximo que qualquer um
pode sonhar, e incrível, impossível de descrever para um árbitro. Lembro de
todas as pessoas que conheci em 28 anos de profissão, porque comecei aos 16
anos", disse o jogador, nesta sexta, no congresso da Fifa no Rio. "E
vou colocar não só a minha experiência, mas a de outros que nesse momento me
ensinam, meus colegas, os árbitros italianos que eu represento. Tenho orgulho
de ser italiano, quero ser um dos melhores, e serei. É incrível, não sei
descrever".

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