Argentinos enfrentam a Alemanha domingo às 16h no estádio do Maracanã. Aos holandeses sobrou a disputa do terceiro lugar, sábado em Brasília
A Argentina está na final da Copa do Mundo disputada em
pleno solo brasileiro. Foi nos pênaltis, suado, sofrido, chorado. Depois de um
jogo considerado feio, com poucas chances, muito equilíbrio, um 0 a 0 no placar
e uma cara de uma semifinal de verdade. Nos pênaltis, porém, os hermanos
contaram com a estrela do goleiro Romero para vencer por 4 a 2 e se garantirem
na grande decisão contra a Alemanha.
Desta vez não teve Tim Krul, para salvar a Holanda. O
técnico Louis van Gaal gastou sua última substituição no começo da prorrogação
e não pode mandar a campo o seu ‘amuleto', que havia garantido a classificação
na disputa de pênaltis diante da Costa Rica, nas quartas de final. Coube a
Cillessen, que nunca na carreira havia defendido um pênalti, a missão de tentar
colocar a equipe na decisão. Não deu.
Logo
na primeira cobrança, Sergio Romero mostrou de quem era a estrela que brilharia
nesta quarta-feira. O goleiro argentino defendeu a cobrança de Ron Vlaar logo
de cara e depois ainda fez uma defesa brilhante para parar a cobrança também de
Sneijder. Cillessen seguiu com o recorde negativo de nunca ter pego um pênalti,
e a disputa acabou em 4 a 2 para os hermanos.
Foi
a sétima vitória argentina em 11 disputas de pênaltis em competições oficiais.
Já os holandeses amargam a quinta derrota em sete vezes que tiveram que chegar
até as penalidades.
A
vitória nos pênaltis transforma o domingo mais do que histórico para o futebol
sul-americano. A Argentina faz a final da Copa com a Alemanha no Maracanã, o
grande palco do Brasil, com quem nutre uma das maiores rivalidades do mundo.
Mais um golpe duro a ser assimilado pelo futebol nacional. Já os holandeses vão
até Brasília para enfrentar os donos da casa no sábado em uma melancólica
disputa de terceiro lugar.
Para
a Argentina, oportunidade histórica de acabar com um jejum sem grandes títulos
que já dura desde a Copa América de 1991. E dentro da casa dos que mais
brincavam com a falta de títulos.
O jogo
Depois
da estrondosa goleada da Alemanha para cima do Brasil, o duelo entre Holanda e
Argentina começou com cara de semifinal de verdade em uma Copa do Mundo. Nada
de espaços sobrando, de troca de passes tranquila no campo de ataque ou de
chutes livres dentro da área.
Também
nada de brilhos individuais. Preso em uma marcação implacável e sem a ajuda do
fiel-escudeiro Di María, Messi não conseguiu salvar a Argentina como vinha
fazendo em outros jogos. Do outro lado, Robben demorou para aparecer e só foi
tentar algum lance genial já na prorrogação. Não foi suficiente.
O
jogo em São Paulo começou marcado justamente pelo oposto disso tudo. O primeiro
lance de mais perigo saiu só aos 13 minutos de jogo. Robben puxou pela direita e
foi desarmado por Mascherano, mas a bola acabou sobrando para Sneijder arriscar
de fora da área. Na sequência, a resposta. Enzo Pérez puxou boa jogada e foi
derrubado na entrada da área. Na cobrança, Messi tentou surpreender e bateu no
canto do goleiro, mas Cillessen se jogou e agarrou a bola.
O
melhor lance do primeiro tempo seria em uma bola parada. Aos 23 minutos,
Lavezzi cobrou escanteio da esquerda e Garay apareceu no meio de todo mundo
para ganhar de cabeça, mas não conseguiu direcionar a finalização e mandou para
longe.
A
Holanda também criou sua melhor oportunidade em um cruzamento. Aos 31, em bola
alçada na área, De Vrij apareceu sozinho, mas não conseguiu altura suficiente
para alcançar a bola, e o goleiro Romero afastou de soco. Na sobra, Sneijder
ainda arriscou o chute, mas o arqueiro apareceu bem para fazer a defesa.
A
etapa final foi da mesma forma. A Argentina até tentava buscar mais o jogo, mas
não encontrava espaços no meio da defesa rival. Mesmo quando conseguia um bom
lance, um zagueiro holandês aparecia na hora certa para travar. Já a Holanda
preferia sempre cadenciar mais a posse de bola e trocar passes no campo de
defesa.
O
primeiro lance de mais perigo foi para quem tentou mais. Aos 29 minutos, Enzo
Perez disparou pela esquerda e colocou a bola na área, na medida, para Higuaín.
O centroavante ainda conseguiu ganhar da marcação e mandou a bola para a rede,
mas pelo lado de fora.
A
resposta holandesa veio só aos 45 minutos. Robben finalmente conseguiu aparecer
com perigo, achou espaço e invadiu a área, mas demorou para fazer o chute e
acabou travado por Mascherano.
Os
30 minutos da prorrogação seguiram com a mesma pegada. A Argentina teve nos pés
duas chances, mas desperdiçou ambas. A primeira com Palacio, invadindo a área
sozinho, mas perdendo o tempo de bola e tentando uma desastrada cabeçada que
parou facilmente nas mãos de Cillessen. A segunda em chute de primeira de Maxi
Rodríguez após ótima jogada de Messi, que também parou no goleiro.
Nos
pênaltis, Messi, Aguero, Garay e Maxi Rodríguez marcaram, e o goleiro Romero
garantiu a festa argentina ao defender as cobranças de Vlaar e Sneijder.
FICHA TÉCNICA:
HOLANDA (2) 0 X 0 (4) ARGENTINA
HOLANDA (2) 0 X 0 (4) ARGENTINA
Local: Arena Corinthians, em São Paulo (SP)
Data: 9 de julho de 2014, quarta-feira
Horário: 17 horas (de Brasília)
Árbitro: Cuneyt Cakir (Turquia)
Assistentes: Bahattin Duran e Tarik Ongun (ambos da Turquia)
Público: 63.267 pessoas
Cartões amarelos: Martins Indi e Huntelaar (HOL); Demichelis (ARG)
Penalidades:
Robben e Kuyt converteram para a Holanda; Vlaar e Sneijder desperdiçaram
Messi, Garay, Aguero e Maxi Rodríguez converteram para a Argentina
Data: 9 de julho de 2014, quarta-feira
Horário: 17 horas (de Brasília)
Árbitro: Cuneyt Cakir (Turquia)
Assistentes: Bahattin Duran e Tarik Ongun (ambos da Turquia)
Público: 63.267 pessoas
Cartões amarelos: Martins Indi e Huntelaar (HOL); Demichelis (ARG)
Penalidades:
Robben e Kuyt converteram para a Holanda; Vlaar e Sneijder desperdiçaram
Messi, Garay, Aguero e Maxi Rodríguez converteram para a Argentina
HOLANDA: Cillessen; De Vrij, Vlaar e Martins
Indi (Janmaat); Kuyt, De Jong (Clasie), Wijnaldum, Sneijder e Blind; Robben e
Van Persie (Huntelaar)
Técnico: Louis Van Gaal
Técnico: Louis Van Gaal
ARGENTINA: Romero; Zabaleta, Demichelis, Garay e
Rojo; Mascherano e Biglia; Pérez (Palacio), Messi e Lavezzi (Maxi Rodríguez);
Higuaín (Aguero)
Técnico: Alejandro Sabella
Técnico: Alejandro Sabella

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