#COPADOMUNDO – SABELLA APOSTA EM CRAQUE PARA REPATIR VITÓRIA DE 1986




            Na última Copa que a Argentina venceu, seu camisa 10 era Diego Maradona, que desequilibrou. Será que chegou a vez de Lionel Messi?


            Em 1986, no México, Diego Maradona desequilibrou na Copa do Mundo, foi eleito o melhor jogador do torneio e a Argentina foi campeça, ao vencer a Alemanha na final, por 3 a 2. Dezoito anos depois, os dois países se reencontram em uma decisão de Mundial, agora no Brasil. E os sul-americanos, novamente, têm um craque acima da média na equipe. Desta vez, Messi.
Neste sábado, no Rio de Janeiro, o técnico argentino Alejandro Sabella foi questionado sobre as semelhanças das duas finais e concordou que as partidas têm características parecidas.
"Esperamos que o reultado seja o mesmo. Eu estava treinando o Grêmio em 86, em pré-temporada no dia daquela final. Passou muito tempo desde então, mas há um certo grau de paralelismo. Esperamos que a situação se repita contra um rival tão pdoeroso", afirmou Sabella, em entrevista coletiva no Maracanã.
Ciente das qualidades da Alemanha, Sabella explicou que a Argentina terá de ter uma atuação perfeita para conseguir o título .O treinador fez elogios ao adversário deste domingo e destacou os pontos fortes.
"Tem um sistema muito bem trabalhado, elaborado. Usa bem o espaço entre as linhas, as diagonais dos atacantes para os laterais passarem por fora, principalmente Lahm. Há que fazer um jogo perfeito", afirmou o comandante argentino.
Para chegar à final, a Argentina teve que eliminar a Holanda nos pênaltis, na semifinal, depois de jogar 90 minutos de tempo normal e mais 30 minutos de prorrogação, na última quarta-feira. Um dia antes, a Alemanha atropelou o Brasil e fez 7 a 1. Para Sabella, os alemães terão vantagem por terem mais tempo de descanso antes da decisão.
"Em 98, na França, jogamos um dia depois da Holanda, tivemos prorrogação e pênaltis, e depois tivemos que jogar em Marselha (pelas quartas de fina, congtra os holandeses, que venceram por 2 a 1) numa temperatura elevadíssima. Vamos esperar amanhã para ver, mas esse é um fator que joga a favor da Alemanha", disse o treinador.
            Do atual elenco argentino, pelo menos nove jogadores não tinham idade suficiente para ter alguma lembrança da última vez que a Argentina levantou um troféu, na Copa América de 1991. O astro Lionel Messi, por exemplo, havia acabado de completar quatro anos. O lateral-esquerdo Marcos Rojo, o mais novo da equipe, tinha apenas um ano.
Por tudo isso, a geração atual do futebol argentino cresceu calejada. Os heróis de hoje viram Maradona ser pego no antidoping em 1994 e viram a geração de Ortega, Verón, Javier Zanetti, Crespo, Riquelme e muitos outros sempre chegarem com muito status nas outras Copas do Mundo, mas sempre acabarem com uma dolorosa eliminação.
Em paralelo às decepções, Messi e cia. iam ganhando pressão nos ombros, mas também recebiam uma preparação mais do que especial. Prova disso é que a Argentina nunca deixou de ser uma potência nas categorias de base e levou o ouro já na Olimpíada de 2004, em time comandado por Mascherano, mas que tinha poucos nomes do elenco atual. A geração de Messi ganharia o Mundial sub-20 do ano seguinte e depois a os Jogos Olímpicos de 2008.
Ao olharmos para trás, um dado em especial chama a atenção na última grande conquista da Argentina no futebol. Dos 18 argentinos medalhistas na China, metade deles estão presentes no atual elenco de Alejandro Sabella.


Para a partida final das Olimpíadas de 2008, a Argentina foi a campo com Sergio Romero, Zabaleta, Garay, Pareja, Monzón, Fernando Gago, Mascherano, Di Maria, Riquelme, Messi e Agüero. Ainda entraram no decorrer da partida Sosa e Lavezzi. Dos 13 jogadores que entraram em campo, 9 deles foram convocados em 2014, e ao menos 6 deles devem ser titulares contra a Alemanha.
Na conquista do segundo ouro olímpico consecutivo - ganhou também em 2004 - a Argentina fez uma campanha perfeita. Seis vitórias em seis jogos, e muitos jogadores desconhecidos até então, se apresentaram para o futebol mundial. Grandes destaques na competição, Messi, Lavezzi, Di María e Aguero fizeram 2 gols cada.
Sergio Romero tratava já em 2008 de fechar o gol argentino. Nas seis partidas ele tomou apenas 2 gols. javier Mascherano era o líder daquela geração. Com 24 anos o volante era um dos jogadores de idade mais avançada convocados pelo técnico Sergio Batista, e com a moral da medalha de ouro em 2004, serviu de espelho para os mais jovens.
O título ainda teve um ingrediente a mais para os argentinos. Na semifinal, vitória por 3 a 0 contra o Brasil, com dois gols de Aguero. Daquela geração, o Brasil teve apenas 5 jogadores disputando a Copa de 2014 (Thiago Silva, Marcelo, Ramires, Hernanes e Jô).
Foi nessa conquista que o elenco finalista da Copa de 2014 começou a ser formado. Em 2010, na primeira Copa disputada por essa geração, uma dolorosa eliminação nas quartas de final. Goleada por 4 a 0 sofrida diante da Alemanha.
Como a história é caprichosa, a redenção pode vir diante dos mesmos alemães, carrascos tradicionais quando o assunto é Copa, e na casa mais tradicional do grande rival da Argentina, o Brasil.
Argentina e Alemanha se enfrentam neste domingo, às 16h (horário de Brasília), no Maracanã.
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