Treinador, que chegou ao clube na
semana passada, afastou o camisa 1 por causa de problemas técnicos
Depois de comandar dois treinos fechados durante esta
semana, o técnico Vanderlei Luxeburgo desfez qualquer mistério e confirmou o time
do Flamengo que vai encarar a Chapecoense, no domingo às 16h, na Arena Condá. O
treinador vai manter a formação que tinha escalado no treino de quarta-feira,
com as entradas de Muralha, Canteros e Gabriel no meio-campo e Luiz Antônio
improvisado na lateral direita.
Com isso, o Rubro-Negro vai a campo em Chapecó com a
seguinte escalação: Paulo Victor, Luiz Antonio, Marcelo, Wallace e João Paulo;
Muralha, Canteros, Everton, Mugni e Gabriel; Alecsandro.
Para esta partida, Luxa não poderá contar com Léo
Moura e Cáceres, suspensos, e Léo e Paulinho, vetados pelo departamento médico.
Barrado da partida contra o Botafogo, o goleiro Felipe
não teve a sua presença no elenco descartada por Luxemburgo. O comandante
flamenguista, no entanto, deixou claro que o antigo titular agora é a terceira
opção para a posição e explicou a saída dele do time principal.
"Vou sentir se vai ser necessário levar os três
(para a viagem a Chapecó). Se for, ele vai com o grupo sem problema. A saída
dele foi uma decisão técnica", disse Luxa.
Enquanto Luxemburgo treina o time para o jogo de domingo,
a diretoria continua atrás de Robinho. Depois de uma reviravolta na negociação
de Robinho, que não deve mais jogar pelo Milan, o presidente do Flamengo
declarou que a chegada do jogador dependerá do apoio de parceiros que ajudem a
pagar o salário, estimado em R$ 900 mil. De acordo com a imprensa italiana, o
time milanês cogita emprestar o atleta ao rubro-negro para então negociá-lo com
algum clube norte-americano em 2015, quando se inicia a liga local.
"Nesse momento, a chance de contratar um jogador de
renome é a criação de um projeto com a ajuda de investidores, com participação
de empresas que queiram associar sua imagem ao atleta, ao Flamengo. Assim, o
recurso que vai entrar não vai competir com o recurso que destinamos para pagar
nossas obrigações. Isso precisa ser planejado com muito cuidado", afirmou,
em entrevista ao canal Sportv.
O mandatário não negou os problemas financeiros do clube.
Segundo ele, antigas pendências judiciais tem impedido o Flamengo de receber os
valores do patrocínio máster da camisa, e, consequentemente, provocaram atrasos
nos salários. Atualmente, a equipe recebe anualmente R$ 25 milhões anuais da
Caixa Econômica Federal.
"Estamos passando por dificuldades crônicas devido à
monstruosa dívida acumulada que estamos tentando administrar. Temos um atraso
de salário pequeno com os atletas que ganham mais. Isso por conta da situação
momentânea nossa com o Banco Central. Movimentações bancárias dos anos 90 nos
colocaram no Cadin. Esse entrave tem nos impossibilitado de receber as parcelas
da Caixa", explicou.

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