Artilheiro da Copa do Mundo,
colombiano custou 80 milhões de Euros ao clube Merengue e assinou contrato por
seis temporadas
O Real Madrid, enfim, encerrou a novela e anunciou na
manhã desta terça-feira a contratação de James Rodríguez. Após se destacar na
Copa do Mundo, na qual foi o artilheiro com seis gols, o colombiano despertou o
interesse da equipe madrilenha, que, segundo a imprensa espanhola, pagou 80
milhões de euros por sua contratação (R$ 240,3 milhões).
Em nota oficial em seu site, o clube espanhol informou
que o contrato é de seis anos e que a apresentação do atleta será ainda nesta
terça, às 20h locais (15h de Brasília), no estádio Santiago Bernabéu, em Madri.
Após pisar o gramado, acenar para a torcida e posar para fotos, ele atenderá a
imprensa.
Caso seja confirmado o valor, o meia-atacante
protagonizaria a terceira maior transferência da história do futebol, ficando
atrás apenas de Cristiano Ronaldo (94 milhões de euros) e Gareth Bale (100
milhões de euros), em negócios feitos pelo próprio clube merengue. Além disso, somando todos os negócios em sua carreira, James já é o segundo jogador
que mais movimentou dinheiro.
O colombiano deverá vestir a camisa 10 branca, posto que
ficou vago na última campanha após a saída de Mesut Ozil para o Arsenal.
Carreira
Revelado pelo Envigado, da Colômbia, o meia-atacante
passou a ganhar destaque atuando pelo Banfield, entre 2008 e 2010, no qual
ganhou o Apertura em 2009. Em alta em solo argentino, o jogador teve 70% dos
seus direitos negociados com o Porto por 5,1 milhões de euros.
Em três anos na equipe portuguesa, James passou sua
primeira temporada como opção no banco e, depois, virou titular absoluto, tendo
atuado pelo centro ou nos lados do campo. O colombiano acumulou o tricampeonato
português e ainda faturou uma Liga Europa. Individualmente, ganhou o prêmio de
revelação do Português de 2011-2012.
O grande futebol fez o Monaco gastar 60 milhões de euros
em sua contratação, em 2013, para juntá-lo ao seu compatriota Falcao García.
Porém, com a lesão do atacante em janeiro, no meio da campanha, o meia assumiu
o protagonismo, foi eleito o melhor do time na temporada e acabou como o líder
em assistências no Campeonato Francês.
De quebra, guiou a equipe do Pincipado ao vice-campeonato
nacional, o que deu o direito ao clube de voltar à Uefa Champions League depois
de nove anos de ausência.
Herdar de Falcao a responsabilidade de ser o craque do
time também se repetiu na seleção colombiana. De volta a uma Copa após 16 anos,
o país superou a perda do centroavante graças a atuações magistrais de James,
que guiou a Colômbia até as quartas de final do torneio, naquela que foi a
melhor campanha do país sul-americano na história dos Mundiais. O meia marcou
seis gols, um deles o golaço do torneio, contra o Uruguai, nas oitavas de
final, e terminou como artilheiro.

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