#CORINTHIANS – PELO HISTÓRICO RECENTE, PETROS PODE PERDER O RESTO DA TEMPORADA




            Jogador chegou ao Timão após um bom campeonato Paulista pelo Penapolense e vem sendo um dos destaques do time no Brasileirão


            Petros vem se destacando pelo Corinthians, sendo um dos grandes nomes do time que briga pelo título do Brasileiro e é até especulado na primeira convocação de Dunga para a seleção brasileira. No clássico contra o Santos, porém, ele deu um empurrou no árbitro Raphael Claus e, a julgar pelo histórico de punições em situações semelhantes, tem a séria possibilidade de enfrentar um "gancho" pesado.
            Provavelmente, o caso mais notório do futebol brasileiro é o do atacante Serginho Chulapa, quando jogava pelo São Paulo. Em 1978, numa partida válida pelo Brasileiro de 77, contra o Botafogo de Ribeirão Preto, Chulapa partiu para cima do bandeirinha após ter um gol anulado aos 45 minutos do segundo tempo, que daria o empate por 1 a 1 aos paulistas. O centroavante chutou a perna do assistente e acabou punido por 14 meses, mas cumpriu apenas 11.
Outro episódio, com certeza lembrada pelos corinthianos, é a cusparada do meia Neto no árbitro José Aparecido de Oliveira, em 1991. Durante um clássico contra o Palmeiras pelo Campeonato Paulista, o jogador perdeu a compostura e foi punido com quatro meses de suspensão. Há, no entanto, episódios mais recentes e com decisões mais preocupantes para Petros.
Em 2007, o volante Fernando Reges, hoje jogador do Manchester City, disputava o Sul-Americano sub-20 com a seleção brasileira. Após um frustrante e nervoso empate com o Chile, ele partiu para cima do juiz com empurrões até derrubá-lo no chão. Apesar da pesada punição de um ano longe dos gramados, ele se transferiu logo em seguida do Vila Nova-GO para o Porto, de Portugal.
A punição de 360 dias também foi aplicada em 2012 para o volante Derlan, do amazonense Iranduba, que se revoltou em duelo do Estadual contra o São Raimundo. Ao receber um cartão vermelho, desferiu socos no apitador e teve de ser contido.
            Sem muito critério, as vezes, em casos mais acintosos é aplicado "apenas" o mínimo de seis meses. No ano passado, o zagueiro Sassá, do Independente de Limeira, pegou 180 dias de geladeira por causa de um chute no peito do juiz logo após o apito final em uma derrota para o Marília, pela série A3 do Paulisa.
Em 2003, o goleiro Fabiano do América Mineiro praticamente esganou o árbitro após um pênalti marcado na partida contra o Avaí, na Ressacada, e acabou detido, inclusive. Novamente, 180 dias afastado.
Dois anos atrás, novamente no Campeonato Amazonense, jogadores do Fast Club se revoltaram com o árbitro Djalma Silva de Souza em derrota para o Nacional, que foi ao chão devido aos empurrões. O goleiro Nailson acabou penalizado no tribunal.
As suspensões não se limitam somente aos jogadores. Em 2009, o técnico do Comercial de Ribeirão Preto, Pedro Santilli, também amargou meio ano fora do futebol por causa de um soco em Flávio Rodrigues de Souza, após ver sua equipe ser rebaixada para a terceira divisão estadual dentro de campo.
Se Petros conseguirá diminuir sua pena ou não, caso seja condenado, é outra questão. O goleiro Nailson, por exemplo, foi absolvido, depois, no Pleno do TJD e não precisou cumprir os seis meses de suspensão. No entanto, o meia do Corinhians pode ter seu bom momento interrompido, além de perder todo o espaço que conquistou desde que chegou ao clube.
O próprio árbitro Raphael Claus acredita que foi mesmo agredido. A informação é do comentarista de arbitragem dos canais ESPN, Salvio Spínola, que conversou com o juiz por telefone. "Ele acha que sim (que foi agredido). Ele acha que o Petros coloca aquele braço nas costas dele", conta Salvio.
            Por uma recomendação da própria Comissão de Arbitragem, Raphael Claus não pode falar diretamente com a imprensa, até para não influenciar no julgamento do caso. Para Salvio, porém, o que pode pesar para a defesa de Petros é que o próprio corintiano teria falado com o juiz e se desculpado pelo lance.
"O importante é o que ocorreu depois do jogo. Realmente o Petros falou com ele, parece que se desculpando. Isso vai ser a peça fundamental para a defesa do jogador", disse Salvio.
O comentarista dos canais ESPN ainda explica que o lance não aparece na súmula justamente porque o juiz não tomou nenhuma medida durante o jogo - por estar de costas e não ter visto o que aconteceu. Claus, porém, pode acrescentar adicionais ao seu relatório do jogo e explicar o conteúdo de sua conversa com Petros durante e depois da partida.
O árbitro, porém, não deve tomar a iniciativa e só deve escrever esse adicional se isso for solicitado pelo próprio STJD.
Mais cedo, Petro falou com a ESPN Brasil e disse ter apenas se protegido no lance. O próprio corintiano confirma que conversou com Claus. "Acabei me chocando com o árbitro e empurrei ele sim, mas eu tentei me proteger de uma trombada mais forte. No lance seguinte conversamos e ele percebeu que não teve problema, tanto que ele não relatou na súmula, mas o STJD acabou pegando esse lance", explicou o meio-campista.
"O Claus é um cara bacana. A gente conversou no decorrer do jogo e ele percebeu que não foi nada para machuca-lo. Eu dou o passe para o Jadson e já vou para receber a bola. Eu não bati no árbitro, só coloquei a mão nas costas dele para empurrar para que o choque não fosse maior", completou.
A notícia de que Petros seria julgado pelo STJD surgiu na manhã desta segunda-feira. O tribunal pegou o vídeo do lance e poderia dar um gancho de pelo menos 180 dias por se enquadrar no artigo 254-A (agressão ao árbitro) do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva).
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