#FLUMINENSE – CRISTOVÃO NÃO CLASSIFICA ELIMINAÇÃO COMO VEXAME




            Fluminense perde em casa para o América-RN por 5 a 2, está eliminado da Copa do Brasil e depende do Santos para disputar a Copa Sul-Americana


            Foi daquelas noites para esquecer. Vexame histórico, o maior do novo Maracanã. Abatido, o técnico tricolor Cristóvão Borges entrou na sala de imprensa do Maracanã depois da derrota de 5 a 2 para o América-RN. A eliminação precoce na Copa do Brasil pesa sobre o técnico, que admitiu erros, uma noite muito infeliz, mas evitou classificar a goleada como vexame.
"Vexame, não. Decepcionante como nós estamos e sentimos. Esse é o sentimento de todos nós", respondeu Cristóvão.
Mas o gosto amargo estava no olhar cabisbaixo do treinador. Principalmente porque a vantagem era grande. Grande não. Enorme. 3 a 0 na primeira partida, em Natal. 2 a 1 no primeiro tempo. Fatura praticamente liquidada, até o gol de Pimpão aos 45 minutos do segundo tempo.
"É bastante difícil falar qualquer coisa para dar explicações sobre o que foi que aconteceu. Hoje, não fomos nada do que somos. A equipe errou tudo. Erramos passes, foi um efeito dominó, as coisas se complicando. A equipe se descoordenou, não conseguiu se reorganizar, encaixar a marcação, não conseguiu prender a bola. Foi uma equipe diferente do que somos e uma partida que entristece a todos nós", disse o técnico tricolor.
"Vamos unir cada vez mais, reconhecer os erros principalmente nessa partida. O que não pode ter é oba-oba. Quando a gente tava ganhando demais, brigando lá em cima, não tinha oba-oba para cima e quando perde não pode ter oba-oba para baixo. A responsabilidade é do grupo de jogadores e vamos ter de assumir essa", disse Fred na zona mista.
            O jogador fez o gol no primeiro tempo e acabou substituído no intervalo, quando o time ainda vencia por 2 a 1, por conta de uma pancada no joelho direito sofrida durante o jogo. De longe, ele analisou o que ocorria em campo e lembrou que catástrofe se desenhava.
"Colhemos o que plantamos desde o início do jogo. Não impondo ritmo e infelizmente aconteceu isso aí. Nosso grupo é unido, forte, inteligente e um emocional bem forte. Mas agora, diante desse clássico que temos domingo, não podemos inverter a situação. A gente conseguiu chamar isso para a gente. Uma semana tumultuada, outro jogo fora. Só vamos reverter isso e tentar apagar isso aqui com bons jogos na frente", completou o jogador.
Fred não cansou de assumir a culpa pelo vexame no Maracanã em nome do elenco tricolor.
O artilheiro bateu muito na tecla de assumir a responsabilidade diante do que aconteceu.
"Resultado inacreditável. Nós, jogadores, vamos ter de assumir toda essa responsabilidade e teremos que ter humildade e hombridade para reconhecer o erro de todo o grupo. Uma situação dessa, com todo respeito ao América, foi muito ruim para a gente.
O Fluminense volta a treinar na tarde desta quinta-feira, nas Laranjeiras. No domingo, a equipe enfrenta o Botafogo, em clássico válido pelo Brasileiro, em Brasília.
Na saída de campo, os jogadores economizaram palavras. Fred, Walter e companhia, em sua maioria, saíram calados. Perguntado, o meia Wagner foi sucinto.
"O placar diz tudo já", disse o meia.
E, de fato, disse.




FICHA TÉCNICA:
FLUMINENSE 2 X 5 AMÉRICA-RN
Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 13 de agosto de 2014 (Quarta-feira)
Horário: 22h(de Brasília)
Árbitro: Rodrigo Alonso Ferreira (SC)
Assistentes: Nadine Schramm Bastos (SC) e Angelo Rudimar Bechi (SC)
Público e renda: 4.355 pagantes / 4.748 presentes / R$ 80.400,00
Gols: Marcelinho (AME), aos 16 minutos, Fred (FLU), 31 minutos e Cícero (FLU), aos 6 minutos do primeiro tempo; Max (AME), aos quatro minutos, Alfredo (AME), aos 30 minutos e aos 37 minutos e Rodrigo Pimpão (AME), aos 45 minutos do segundo tempo.
FLUMINENSE: Diego Cavalieri; Bruno, Elivelton, Fabrício e Carlinhos; Diguinho, Valencia, Cícero e Chiquiho; Rafael Sobis (Conca) e Fred (Walter)
Técnico: Cristóvão Borges
AMÉRICA-RN: Fernando Henrique; Marcelinho, Cleber, Lázaro e Paulo Henrique; Tiago Dutra (Val), Andrezinho, Jeferson (Rodrigo Pimpão) e Arthur Henrique; Max (Alfredo)
Técnico: Oliveira Canindé

 
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