#FUTEBOL – CLUBES PAULISTAS NÃO QUEREM RONALDINHO


            Assis, empresário e irmão de Ronaldinho Gaúcho, tentou levar o craque para Corinthians, Palmeiras e Santos, mas ninguém demostrou interesse na sua contratação


            O futuro de Ronaldinho Gaúcho está indefinido. Desde que acertou sua saída do Atlético-MG, o seu empresário e irmão, Assis, tem oferecido seus serviços futebolísticos à vários clubes do mundo. Corinthians, Palmeiras, Santos, Fluminense, Grêmio, Besiktas (TUR) e Red Bull (EUA) são alguns dos que foram procurados para ter o ex-jogador no elenco.
            Assim como aconteceu quando R10 voltou ao Brasil, em 2011, Assis está fazendo um “leilão” para escolher o futuro do craque. A cronologia começa ainda após o término do vínculo com o clube de Belo Horizonte. Assim que rescindiu contrato com o Atlético-MG, Assis ligou primeiramente para amigos no Grêmio, oferecendo a chance de fazer as pazes com o time do coração de Ronaldinho e encerrar a carreira com as rusgas resolvidas. O empresário foi procurado, mas não houve sucesso até o momento.
            A informação foi vazada à imprensa gaúcha na ocasião. Mas, após ver a repercussão negativa entre os torcedores e nas redes sociais, os gremistas que conversaram com Assis sequer passaram adiante o nome de Ronaldinho. O vice Nestor Hein, por exemplo, detonou o jogador em entrevista à reportagem: "ele expõe o Grêmio ao ridículo". O ex-melhor do mundo não é mais bem-vindo no Olímpico.
            O segundo time que o empresário entrou em contato foi o Palmeiras, que tentou contratar o jogador na janela de 2011. Com boa relação com Paulo Nobre, Assis sondou para saber se Ronaldinho entraria no elenco alviverde. Mas ouviu que o máximo que o time alviverde pagaria era R$ 200 mil, teto salarial estipulado pela agremiação, que passa mau momento financeiro e teve até mais de R$ 100 milhões emprestados do bolso de seu presidente.
            Como na época o salário de R$ 200 mil nem chegou perto de agradar Assis, ele partiu para outros meios. Tentou o Corinthians e ouviu "não" na mesma hora. Partiu para clubes da China, dos Emirados Árabes, dos Estados Unidos - por meio de Red Bull e Orlando City -, Turquia - com o Besiktas - e Espanha - com o Deportivo La Coruña -, mas a princípio não conseguiu o sucesso desejado. Também entrou em contato com o Fluminense, que já paga muito para Conca, Fred e outros. 
            Ao ver Robinho desembarcar na Vila Belmiro, pensou no Santos. O presidente Odílio Rodrigues, a princípio, se animou ao receber o telefonema de Assis. Afinal, seria lembrado como o mandatário que colocou juntos na Vila Belmiro dois astros do nível de Robinho e Ronaldinho. Alguns membros do Comitê de Gestão aprovaram a engenharia financeira, mas outros vetaram. Ainda mais depois que o gerente de futebol Zinho detonou a vida extracampo do ex-atleta - eles trabalharam juntos no Flamengo.

            Por enquanto, Ronaldinho segue sem destino definido - atualmente, seus representantes estão na China. E continuam tentando colocar o atleta em um grande clube. Afinal, foi duas vezes melhor jogador do mundo e sua marca, apesar de não ser igual era antigamente, ainda é forte para atrair patrocinadores. Resta saber onde é que vai parar o jogador que virou o maior ídolo do Atlético-MG, um dos maiores do Barcelona e da própria seleção brasileira.
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