#FUTEBOL – O QUE QUER O BOM SENSO COM A NOVA LEI DO FUTEBOL




            Grupo de atletas que quer a mudança do futebol publica texto informando a sua posição em relação ao ProForte e as mudanças do futebol brasileiro


            O Governo está prestes a conceder um parcelamento de 25 anos para que os clubes tentem mais uma vez pagar as suas dívidas fiscais, estimadas em R$ 3 bilhões.
Sabemos que muitos clubes estão com a corda no pescoço—por assim dizer—e que sem este parcelamento não conseguirão sequer virar o ano.
Mas diante de tamanho desespero pela sua aprovação, o que será que os dirigentes dos clubes—principais beneficiários da lei—têm defendido como contrapartida?
E o que será que pensam a respeito da nossa proposta?
Vilson Ribeiro (presidente do Coritiba, chefe de delegação da Seleção durante a Copa e líder da comissão dos clubes junto à CBF), por exemplo, em um rompante de moralismo logo após a reunião, chegou a anunciar que:
“Eles (Bom Senso F.C.) têm uma ideia que nós entendemos tem de ser mais radical.”
Ora, estamos defendendo a criação de um órgão fiscalizador independente responsável exclusivamente por acompanhar as atividades financeiras dos clubes.
Exigimos prestação de contas trimestrais, em que o não cumprimento de critérios básicos de gestão impusesse sanções desportivas aos clubes com responsabilização pessoal dos dirigentes.
E Vilson nos diz que eles [presidentes de clube] têm uma proposta mais radical? Ora, qual seria esta proposta, Vilson?
“90% das propostas do Bom Senso está (sic) incluída nas propostas dos clubes”
Que ótima estatística!
Mas quais são estes 90%?
E, mais importante: quais são os outros 10%?
Até onde sabemos, os presidentes de clube têm defendido a aprovação imediata da lei como ela está. (Nos corrijam se estivermos enganados.)
No gráfico anexo, vocês poderão ver a diferença significativa.
O projeto pode ir à votação na próxima terça-feira (05/08), e esta será a nossa oportunidade de mudá-lo.
O Governo, os parlamentares e os clubes têm a faca e o queijo na mão para estabelecer transparência e boa gestão no nosso futebol.
Não podemos desperdiçar esta oportunidade.


*Entendendo a tabela:
            Contrato de Trabalho – Comprovação do pagamento dos contratos de trabalho com todos seus funcionários, incluindo CLT, direito de imagem e premiações.
Padronização dos demonstrativos financeiros – Divulgação das demonstrações financeiras padronizadas segundo um critério estabelecido nesta lei, aumentando a transparência de gestão.
Reavaliação endividamento – Contratação de auditoria independente para aferição do verdadeiro endividamento do clube.
Controle do déficit – Permissão, nos 2 primeiros meses, de 10% de déficit em relação a sua receita bruta. Nos 2 anos seguintes, 5%. A partir do quinto ano, não é permitido déficit no período.
Custo do futebol – Relação entre custos do departamento de futebol profissional e receita bruta nunca superior a 66% no período.
Apresentação da CND – Apresentação das certidões negativas de débito que comprovam estar em dia com suas obrigações.
Share on Google Plus

About Unknown

    Blogger Comment
    Facebook Comment

0 comentários:

Postar um comentário