Carlos Miguel Aidar disse que
fornecedora de material esportivo poderia deixar o clube antes do fim do
contrato, em dezembro de 2015
Minutos antes do início do clássico contra o Santos,
neste domingo, o presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, revelou uma
história que há muito tempo era comentada nos bastidores. Nas palavras do
dirigente, "a Penalty tem contrato até o final de 2015, mas já admitiu que
pode deixar o clube antes mesmo do fim do contrato, então estamos vendo isso",
afirmou, no Morumbi, em coletiva de imprensa.
Procurada pela reportagem, a empresa, no entanto, deu uma
versão diferente da que foi dada pelo cartola do tricolor, que ainda disse já
estar negociando com a Puma, a Adidas e Under Armour para efetuar a mudança de
parceiro.
"A Penalty não quer sair do São Paulo. O que o
presidente do São Paulo falou você deve questionar a ele. O que eu posso te
dizer é isso. Temos um contrato que vai até dezembro de 2015 e não comentamos
nada sobre o que está em vigência, é a nossa política. Não admitimos que vamos
sair e não queremos sair", afirmou Rafael Gouvêia, diretor comercial e do
marketing da Penalty, em contato com oESPN.com.br.
"Há, claro, como em qualquer contrato, claúsulas que
permitem que a gente discuta e encerre antes do tempo. Mas se eu disser para
você que estamos falando disso, eu estaria mentindo para você. Se o São Paulo
procurar ou se iniciarmos uma conversa oficial, isso pode ser falado, hoje não
há nada oficial sobre esse assunto. Especulação sempre teve e sempre vai ter,
assim como as notícias de outras marcas procurando o clube que a gente está com
contrato ainda valendo", completou.
Apesar do descontentamento em parte da cúpula tricolor, o
diretor da empresa afirmou que o balanço até o momento é positivo, apesar de
ser um ano de Copa do Mundo, que acaba atrapalhando esse segmento do mercado.
"É sempre interessante. Seja no aspecto de
resultados, como também no posicionamento da marca. Ano de Copa do Mundo, no
entanto, é muito diferente, complicado para algumas coisas. Quase todos os
investimentos vão para o evento e há uma evasão comprovada de consumo e também
de bilheteria. Nossa distribuição é nosso ponto forte. Fizemos diversos
produtos diferentes, em um ano e meio deu para fazer muita coisa, um bom número
de lançamentos. Foi com certeza positivo", explicou Gouvêia.
Nos bastidores, muito se fala sobre uma dificuldade da
Penalty no atual momento, que acabou até mesmo atrasando repasses no ano
passado. O executivo, no entanto, não quis comentar sobre questões
financeiras da empresa.
Em relação a dificuldade de aceitação no mercado
brasileiro, com reclamações de torcedores que sonham com marcas internacionais,
o diretor acredita que há mais maturidade hoje do que antigamente, mas admitiu
que há sempre um prejuízo na hora da negociação.
"Eu vejo hoje um torcedor muito mais maduro. O
torcedor hoje está muito mais preocupado com o tamanho da parceria do que
propriamente com a marca que vai estar na camisa do uniforme. A gente acompanha
muito os comentários nos blogs e notícias e a avaliação que a gente tem é essa.
Há diferença, claro, mas vejo que há mais maturidade. A gente sabe de diversos
exemplos de marcas de fora que foram rejeitadas em clubes por não entregarem o
que eles esperavam", disse Rafael.
"A internacionalização tem um status forte na
negociação. E é uma coisa que eu acho que os clubes deveriam rever. Eles
deveriam apoiar o trabalho nacional.

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