Palmeiras vencia por 1 a 0 até os 30
do segundo tempo, mas em cinco minutos Figueirense marcou três vezes e venceu a
partida
O Palmeiras vencia, tinha o controle do jogo e poderia
fazer o segundo gol, mas Valdivia desperdiçou uma chance de frente para o gol.
A falha do chileno custou caro. Pouco depois, o Figueirense fez três gols em
cinco minutos, virou o jogo e venceu por 3 a 1, neste domingo, no estádio
Orlando Scarpelli, em Florianópolis. O resultado manteve o time paulista na
zona de rebaixamento do Brasileirão e afastou os catarinense da parte de baixo
da tabela.
Mesmo sem ter uma grande atuação, o Alviverde paulista
era levemente melhor do que o adversário e ganhava com um gol de Cristaldo aos
34 minutos do primeiro tempo. Depois do intervalo, aos 22, Valdivia recebeu a
bola na área e estava livre para chutar e aumentar a vantagem palmeirense no
placar, mas ele preferiu rolar para Bruninho e deu chance para a zaga fazer o
corte. Na sequência, o Figueirense conseguia a virada com dois gols de Clayton,
aos 31 e aos 32, e Marcão fechou a vitória dos donos da casa aos 35 minutos. No
fim, o zagueiro Nathan ainda foi expulso e deixou os visitantes com um a menos
em campo.
Após 25 rodadas disputadas, o Palmeiras está na 17ª
colocação com 25 pontos, um ponto a menos do que o Botafogo, o 16º colocado e
primeiro time fora da zona do rebaixamento. Já o Figueirense chegou 32 pontos e
subiu para a 10ª posição, ganhando um alívio na luta para fugir da degola.
Na próxima rodada, o Palmeiras recebe a Chapecoense, às
19h30 de quinta-feira, no Pacaembu. O Figueirense volta a campo diante do
Goiás, às 18h30 de sábado, no Serra Dourada.
Entre ter mais jovens em campo ou mais jogadores que
acabam de voltar de lesão, Dorival Júnior decidiu apostar nas categorias de
base do Palmeiras. Armou a zaga com Nathan e Gabriel Dias, escalando na linha
de defesa só atletas criados no clube, com João Pedro e Victor Luis nas
laterais, além de Deola no gol.
Na cabeça de área, atuaram Renato e Marcelo Oliveira, mas
a vontade, uma das poucas qualidades do time, faziam com que Diogo e Valdivia
voltassem para marcar. Atitude fundamental para segurar a tentativa de pressão
do Figueirense, que se complicava sozinho com a bola no campo do Verdão durante
os primeiros 15 minutos.
À medida que foi se adaptando ao campo pesado pela
insistente chuva em Florianópolis, o Verdão deu trabalho ao goleiro Tiago Volpi
já aos três minutos, em chute de Diogo, e começou a se acertar na correria
depois do meio-campo. Assim, aos 22 e aos 27, Henrique e Cristaldo apareceram
com liberdade na grande área e obrigaram Volpi a continuar trabalhando.
Bem posicionado na defesa, o time só falhou em cobrança
de lateral que quase virou gol de bicicleta de Everaldo. Mas os comandados de
Dorival logo mostraram que, diferentemente do rival, sabiam mais o que fazer
com a bola. Assim, aos 34, Victor Luis cobrou lateral para Diogo girar sobre o
marcador e cruzar rasteiro. Henrique deixou a bola passar e Cristaldo, de
primeira, abriu o placar com um forte chute de primeira.
Os palmeirenses nas arquibancadas do Orlando Scarpelli e
em campo vibravam. Sem encantar, mas fazendo o básico para errar pouco, o time
conseguia triunfar. Ainda no primeiro tempo, ainda sofreu com a saída de
Renato, com dores, trocado por Bruninho. Mas o que importava era o senso
coletivo de marcação.
Na busca por mais jogadas ofensivas, Argel abriu mão do
volante Jefferson antes do intervalo e o trocou pelo atacante Marcão, montando
um trio na frente e recuando o meia Marco Antônio. Mas não foi suficiente para vencer
a aplicação tática dos visitantes, nem mesmo na volta do intervalo.
No segundo tempo, a correção do Palmeiras era ainda
melhor, aproveitando-se bem dos contra-ataques. Valdivia sabia arrancar e deu
gol para Cristaldo que só não se concretizou porque Tiago Volpi fez grande
defesa. Pouco depois, a defesa afastou cruzamento perigoso do argentino para
Henrique na pequena área.
Estava tão fácil que Valdivia abusou. Aos 22 minutos,
recebeu de Marcelo Oliveira na cara de Tiago Volpi e, com o goleiro caído, já
na pequena área, abdicou de chutar nas redes vazias e tentou rolar para
Bruninho. A zaga do Figueira teve tempo para se recuperar e afastar. O lance
custou caro.
Argel foi aumentando seu poderio ofensivo com as entradas
de Clayton e Mazola e, logo, forçou os costumeiros erros palmeirenses que
explicam a vergonhosa campanha do time no Brasileiro. Assim, marcou três gols
em menos de cinco minutos, fazendo o que Valdivia não quis.
Aos 31, Clayton subiu mais do que a zaga e aproveitou a
hesitante saída do gol de Deola para empatar. Um minuto depoi, passou por trás
da zaga e virou com chute cruzado. Aos 35, Marcão se aproveitou de Deola
também, cabeceando e vendo o goleiro, como é costume, espalmar a bola para
dentro de suas próprias redes.
O resto da partida foi de desespero alviverde. Tentando
minimizar o prejuízo da brincadeira de seu camisa 10, Dorival colocou Allione e
Bernardo, mas o Palmeiras não conseguia acertar mais nada. E volta a São Paulo
com mais uma derrota. O pisão de Nathan no adversário, aos 43 do segundo tempo,
resultou na expulsão do zagueiro e em gritos de "olé" para a torcida
do Figueira.

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