Volante acredita que time não venceu
em Porto Alegre por causa dos protestos dos torcedores antes da partida contra
o Internacional
Apesar de ter prontamente reagido à eliminação traumática
nas quartas de final da Copa do Brasil, o Corinthians ainda não superou a
derrota por 4 a 1 para o Atlético-MG, de virada, sofrida na última
quarta-feira, no Mineirão. Segundo Petros, os jogadores só conseguirão voltar a
sorrir se assegurarem uma vaga na Copa Libertadores, feito que agora só será possível
caso o time termine o Campeonato Brasileiro entre os quatro primeiros
colocados.
"Não dá, não tem como (aceitar a eliminação). Era
uma possibilidade muito grande de título, nesse período de reformulação do
elenco. E para mim também, que cheguei há pouco tempo, seria importante
conquistar um título desses. Foi um baque muito grande (a goleada para o
Atlético-MG)", afirmou Petros em entrevista coletiva concedida nesta
segunda-feira, no CT Dr. Joaquim Grava.
O jogador, no entanto, fez questão de salientar, em mais
de uma resposta, que a equipe não pode ficar se lamentando, sob o risco de não
conseguir terminar o Brasileiro no G-4.
"Foi muito duro o golpe na quarta, tenho certeza
que, pela forma como jogamos, ninguém esperava que perdêssemos daquela maneira.
Mas o futebol é uma das poucas situações que nos dá, dois ou três dias depois,
a oportunidade de reverter (uma derrota)", declarou.
A esperança de Petros é que o Corinthians mantenha,
diante do Vitória, nesta quarta-feira, na Arena Pantanal, às 19h30 (de
Brasília), a motivação demonstrada diante do Internacional.
"Essa é a diferença do time vencedor: respeitar
todos os adversários da mesma maneira. É isso que procuramos fazer, mesmo que o
resultado não venha. Acho que a motivação (contra os baianos) tem que ser ainda
maior, porque, com uma sequência maior de vitórias, ficaria bom para nós, para
o treinador e para a torcida", disse.
Quinto colocado do Campeonato Brasileiro, o Corinthians
entra em mais uma rodada com a expectativa de retornar ao G-4. Quinto colocado,
o time de Parque São Jorge está um ponto atrás do Atlético-MG, quarto.
"O torcedor tem todo o direito de protestar,
manifestar sua opinião. Mas sabemos que não foi por isso (protesto) que
vencemos. A gente tem nossas qualidades, a gente trabalha isso (vitória) é
fruto do nosso dia a dia", declarou Petros nesta segunda-feira.
A eliminação para o Atlético-MG nas quartas de final da
Copa do Brasil, após a derrota por 4 a 1 no Mineirão, foi o que motivou o protesto
da torcida, que este ano já se manifestou ao menos três vezes para cobrar a
melhora do time - o mais grave dos protestos ocorreu depois da derrota por 5 a
1 para o Santos no Campeonato Paulista, quando torcedores invadiram o CT e
ameaçaram jogadores e funcionários do clube.
"Sei que me esforço, o quanto me doo pelo time, o
tanto que faço para honrar e defender essa camisa. A gente não está satisfeito
com o que aconteceu na quarta (passada, derrota para o Atlético-MG), ainda não
digerimos. Precisamos de uma sequência de vitórias, para voltar ao G-4 e lá
ficar até o final", disse Petros.
A reação imediata à eliminação traumática na Copa do
Brasil, ocorrida neste domingo, graças à vitória contra o Inter, acalmou os
ânimos da torcida e deu mais tranquilidade aos jogadores, que agora só podem
evitar um ano fracassado com uma vaga na Copa Libertadores. A classificação só
será conquistada se o time terminar o Campeonato Brasileiro entre os quatro
primeiros colocados.

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