São Paulo perdeu para o Emelec por 3
a 2. Jogo foi maluco, com lances polêmicos, muita pressão, mas Tricolor
resistiu bem e avançou a semifinal
Gol com 20 segundos. Pênaltis que foram... pênaltis. Duas
viradas. Golaço de contra-ataque. Sustos e mais sustos. Jogadas de habilidade.
Um duelo que, após a tensão da véspera, teve provavelmente quase todos os
ingredientes de um bom jogo de futebol.
Foi esse o resumo do jogo entre Emelec e São Paulo nesta
quarta-feira, no estádio George Capwell, em Guayaquil. Os equatorianos venceram
a partida por 3 a 2, mas quem levou a vaga foi o time brasileiro, vencedor do
duelo no agregado por 6 a 5. Alan Kardec e Ganso fizeram para o clube paulista.
Bolaños, três vezes, completou o placar.
Na semifinal, o São Paulo enfrentará o vencedor do jogo
entre o Atlético Nacional, da Colômbia, e o Universidad Cesar Vallejo, do Peru.
O árduo para o time de Muricy Ramalho não demorou a ser
construído. Após ser impedido de treinar com bola no estádio na última
terça-feira, a equipe viu a vantagem de 4 a 2 construída no Morumbi ser abalada
com apenas 20 segundos de jogo, quando Bolaños aproveitou bom passe nas costas
da defesa e definiu bem na saída de Rogério Ceni: 1 a 0.
Se refazer do susto inicial não foi tão complicado. Com
mais posse de bola e aparentemente sem grande pressa, o São Paulo deixou tudo
igual aos 28 minutos. Michel Bastos levantou bola na área, Paulo Miranda
desviou e Alan Kardec completou para o fundo das redes.
Aos 39 minutos, a virada. Em contra-ataque, Michel Bastos
acionou Souza na ponta direita. O volante cruzou para o meio. Kaká,
espertamente, protegeu e a bola e, de costas para o gol, abriu na esquerda.
Ganso, com um toquinho, fez. Golaço, e 2 a 1.
Mas a aparente sensação de controle desapareceu por
completo no segundo tempo.
Com dois minutos, Paulo Miranda chutou a canela de
Moldaini dentro da área. Pênalti. Bolaños cobrou e empatou. Aos oito minutos,
Álvaro Pereira deu um carrinho para cortar o cruzamento dentro da área. A bola
pegou no seu braço. Outro pênalti. Bolanõs cobrou com firmeza: 3 a 2.
O Emelec precisava de pelo menos mais um gol para empatar
a disputa. E pressionou de maneira intensa até o fim um adversário incapaz de
encaixar um único contra-ataque. Por duas vezes, o grito parou na trave. Em
outras duas chances mais claras, Rogério Ceni conseguiu defender.
No sufoco, o São Paulo, incomodado com a personificação
de guerra da partida, conseguiu a vaga.

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