SANTOS VENDE FATIAS DE GABIGOL E GEUVÂNIO PARA DOYEN



A crise financeira que resultou em atrasos em direitos de imagem, telefones cortados e até mesmo dívidas com floriculturas fez o Santos negociar percentuais de suas duas principais revelações na era pós-Neymar, Gabriel e Geuvânio, com o grupo de investimentos Doyen Sports. O pacote alvinegro incluiu ainda o lateral-direito Daniel Guedes, que encerrou a última temporada como titular.

O acordo com o fundo responsável pelas vindas de Leandro Damião e Lucas Lima foi fechado pelo ex-presidente do clube, Odílio Rodrigues, que se despediu oficialmente do cargo em 31 de dezembro.

As conversas com o representante da Doyen no Brasil, Renato Duprat, tiveram início ainda em novembro e foram concluídas no mês seguinte.

Por estatuto, Odílio estaria proibido de tomar uma série de medidas ao fim de sua gestão, dentre elas, a venda de direitos federativos de atletas. O repasse de percentuais econômicos não estaria vetado, no entanto.

O novo mandatário do clube, Modesto Roma Júnior, se mostrou, ainda assim, surpreso ao ser informado pela reportagem sobre o negócio e, num primeiro momento, reagiu contrário à realização da operação que antecedeu a sua posse.

"Houve, sim (essas vendas). O Santos precisava alavancar recursos para fazer frente a despesas ordinárias e, entre o fim de novembro e dezembro, negociou esses percentuais (com a Doyen Sports). Foram apenas direitos econômicos, e não federativos, pois o estatuto social é bastante rígido e conta com uma série de restrições no desfecho de mandato", confirma o ex-vice alvinegro Luiz Cláudio de Aquino ao ESPN.com.br.

Antes mesmo da virada, a Doyen confirmou a compra de direitos do trio e ainda do ex-atacante do Atlético-PR, Marcelo Cirino, cedido posteriormente ao Flamengo (veja acima).

Procurado, o representante do atacante Gabigol, Wagner Ribeiro, disse não ter sido informado sobre a transação. "Eles (a Doyen) devem ter comprado direto com o Santos. O Gabriel não assinou nada". O atleta, que conta com uma multa rescisória de 50 milhões de euros e tem o seu futuro ligado ao Barcelona, chegou a ser alvo de sondagem do Wolfsburg, da Alemanha, no período.

No momento de sufoco financeiro, o Santos volta a repetir com Gabriel, Geuvânio e Daniel Guedes a estratégia utilizada com o seu último craque, Neymar, com o fatiamento dos direitos econômicos que gerou diversas críticas ao ex-presidente do clube, Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro.

O ESPN.com.br tentou contato também com Odílio Rodrigues, mas não teve os seus telefonemas atendidos até o fechamento da matéria.

Com informações de ESPN.com.br
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