Casemiro está no Porto, mas pertence
ao Real Madrid. Volante está pedindo R$ 1,5 milhão referente a direito de arena
Pratica que virou comum nos últimos anos, o volante Casemiro
é mais um jogador de futebol a acionar seu antigo clube na justiça por causa do
“direito de arena”. O valor pedido pelo volante é de R$ 1,5 milhão.
"É o direito de arena em cima de competições
nacionais e internacionais, é um processo simples, tem todas as diferenças em
cima desses valores. Entra aí Campeonato Paulista, Brasileiro, Libertadores,
Sul-Americana", disse o advogado do atleta, Eduardo Novaes Santos.
Revelado pelo Tricolor, o jogador entrou com uma ação na
52ª Vara do Trabalho de São Paulo. Uma audiência de conciliação foi marcada
para o dia 16 de junho, as 12h30.
"O valor só é apurado depois do trâmite julgado,
tanto pode ser uma ação com valor pequeno quanto grande, depende do
entendimento do juiz que julgar o caso. É um processo longo, é a primeira
audiência essa do dia 16 de junho. Aí vem a sentença, depois cabe recurso,
depois tem o recurso para o Tribunal Superior do Trabalho. Geralmente leva três
ou quatro anos", explicou.
Casemiro defendeu o clube profissionalmente entre os anos
de 2010 e 2013 e é com base nesse tempo que o valor R$ 1,5 milhão foi
calculado.
"Não tenho conhecimento sobre essa ação (do
Casemiro), mas isso é com todos os clubes. É uma interpretação de lei que tem
que ser levada às instâncias máximas do Tribunal do Trabalho. A lei dizia que
era 20% (de direito de arena aos jogadores), mas foi feito um acordo coletivo
em 99 reduzindo para 5%. Então, todos os clubes pagam 5% para cumprir essa lei,
só que alguns pedem essa diferença. Mas essa é uma reclamação de atletas que
tem tempo para acabar, pois em 2011 a lei foi modificada para consagrar esse
acordo e reduzir para 5%. Então, de 2011 para frente, não tem mais essa discussão",
explicou Leonardo Serafim, diretor jurídico do São Paulo.
"Esse não é um problema do São Paulo, são todos os
clubes que sofrem com esse tipo de processo. Ou todos ganham na hora que essa
lei for interpretada, que aí o tribunal diz se o acordo coletivo vale ou não,
pois se o acordo valesse e o tribunal entender que vale nenhum desses clubes
serão condenados, ou as condenações que existam por instâncias inferiores
seriam revertidas. Mas se o tribunal entender que a diferença é devida todas as
decisões de instâncias menores serão revertidas e todos os clubes terão que
pagar", continuou.

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