Ao contrário de 2014,
quando marcava como meia e atacava como volante, Elias está jogando um futebol
muito moderno em 2015, atuando de uma grande área a outra
Tostão foi gênio dentro e fora de gramados. Hoje colunista
da Folha de São Paulo, o falso 9 da Copa de 1970 escreve constantemente sobre o
grande diferencial das equipes modernas, que jogam o melhor futebol do mundo,
como Real Madrid, Barcelona e Bayern de Munique. Ter em seu meio campo
jogadores que atuam de uma intermediária a outra, de uma área a outra. E parece
que o técnico do Corinthians, Tite, mesmo sem colocar o seu time entre os
melhores do mundo, conseguiu encontrar um jogador para exercer esse papel.
Elias. O camisa 7 do Timão já marcou 4 gols na Copa
Libertadores 2015. Fez gols nos quatro jogos que a equipe fez na competição.
Hoje é o grande diferencial de uma equipe forte na defesa e eficiente no ataque.
Elias exerce um papel que já foi de Paulinho, mas que pouquíssimos
jogadores brasileiros conseguem, aqui ou no exterior. Pense rapidamente em um
jogador tupiniquim que faça esse papel? Talvez Phillipe Coutinho.
Méritos do jogador, que entendeu o seu papel, que precisa
marcar como volante, avançar como meia, dar velocidade a partida, seja correndo
com a bola ou passando de primeira ou que às vezes é preciso diminuir o ritmo,
cadenciar o jogo.
Elias não é o motor do Corinthians, papel de Jadson e Renato
Augusto, mas sim o cara que resolve o jogo, que aparece como elemento surpresa
dentro da área para fazer o gol, o jogador que rouba a bola no meio campo para
iniciar o contra-ataque, mas principalmente o jogador que enxerga o campo
inteiro, vê os buracos na defesa adversária e consegue penetrar nesses espaços
vazios.
Dizer que Elias tem os mesmos recursos de Yaya Toure, Toni
Kroos, Schweinsteiger, James Rodrigues, Xavi. Não está, mas ele é o jogador
diferente do Corinthians. Não por acaso ele está resolvendo os jogos
importantes.
Méritos também do técnico Tite, que passou um ano sabático e
realmente entendeu o que acontece no futebol mundial. A vitória contra o San
Lorenzo, na Argentina, foi só mais um mostra do amadurecimento do treinador e
de seu time.

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