Diretoria
e comissão técnica querer chacoalhar o elenco. E jogadores importantes como
Luis Fabiano e Paulo Henrique Ganso, devem perder espaço
Nada é ruim o bastante que não
possa piorar. O São Paulo vai colocar essa frase a prova nos próximos dias. Sem
ganhar um clássico em 2015 e com um momento tumultuado dentro e fora das quatro
linhas, o discurso é de que mudanças vão acontecer. Como Muricy Ramalho
continua a frente do time, as mudanças que virão serão em relação aos atletas.
“Acertei com o Muricy que vou ter
conversa individual com cada jogador. Não dá mais pra reunir todos em uma sala,
sempre tem quem não ouça. Agora farei cobranças duras e incisivas com cada um.
Quero ouvir e cobrar todos. Temos que entrar no âmago do problema. E olho no
olho”, disparou Ataíde Gil Guerrero, Vice-presidente do Tricolor.
Alguns nomes já estão na mira há
algum tempo. Luis Fabiano e Paulo Henrique Ganso, por exemplo, vivem momentos
muito ruins tecnicamente. E apesar do status de “craques” do time, não estão
contribuindo. A impressão é que falta garra, determinação aos jogadores.
Alexandre Pato pode entrar nessa
lista. Artilheiro do time na temporada, com 8 gols, o atacante vive um bom
momento tecnicamente, mas tem a postura parecida com Ganso e Fabuloso e isso
será combatido de maneira incondicional pela diretoria.
O zagueiro Rafael Toloi, expulso de
maneira infantil com apenas sete minutos de jogo, na partida contra o
Palmeiras, também está na mira. A insatisfação da comissão técnica é agravada
porque não é a primeira vez que isso acontece. Com Michel Bastos também e ambos
devem ser punidos com 30% do salário em multa.
“É o mesmo grupo, praticamente, só
saiu o Kaká, Álvaro Pereira. É difícil ter uma explicação porque não joga,
porque não mudou nada, mesmo esquema de jogo. Até agora não deu resposta e
vamos ter de mexer para continuar buscando. Não dá para continuar assistindo,
vamos tentar melhorar a maneira de jogar e os jogadores”, disse Muricy em
entrevista coletiva hoje.
O treinador entregou seu cargo após
a goleada sofrida no Choque-rei, mas a diretoria não aceitou e o manteve em seu
cargo.
“Na quarta-feira (madrugada de
quinta, após o Choque-Rei), cheguei ao CT e deixei eles (diretoria) à vontade
para tirar esse compromisso deles, de que vou ficar até o último dia. Tem de
ser aberto, aqui não tenho multa. Para eles ficarem livres do compromisso de me
manter, futebol tem de ter resultado. Cheguei aqui à tarde com a mesma vontade,
aí não sei se felizmente me convenceram, com a ajuda do Rogério. Aí é coisa do
cara do futebol, de lutar até o final”, revelou o comandante.
O contrato de Muricy com o São
Paulo vai até o fim do ano e o treinador prometeu que “largar sem lutar, não
dá. O dia que não der mais para lutar, aí jogo a toalha. Mas ainda vou lutar bastante
ainda”.

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