A situação do Vasco da Gama está
cada vez mais delicada, dentro e fora das 4 linhas. O clube está na zona do
rebaixamento no Campeonato Brasileiro e fora de campo enfrenta problemas de
ordem financeira que pode fazer o clube fechar as portas.
"Como uma bola de neve, a
situação se agrava a cada dia, tornando cada vez mais difícil a continuidade do
clube. O risco de prejuízo irreparável é inegável", disse o Vasco à
Justiça, apontando ainda "patrimônio líquido negativo" nos últimos
anos e "fluxo de caixa extremamente limitado".
Hoje o Vasco gasta 30% de sua
arrecadação com débitos trabalhistas obtidos em acordos no Tribunal
Regional do Trabalho do Rio de Janeiro, em um Plano Especial de Execução de
dívidas que também foi feito com Fluminense e Botafogo. Mais consideráveis
fatias do dinheiro que entra em caixa são endereçadas a outros credores.
O clube paga atualmente parcelas de
R$ 575 mil à Justiça carioca por mês por conta de acordos trabalhistas - a
partir de outubro, a quantia subirá para R$ 600 mil. No total, a dívida em
vigor com o Tribunal Regional do Rio de Janeiro está em R$ 31,45 milhões e só
será finalizada em setembro de 2019, isso se o clube consiga pagar em dia.
Além dos débitos trabalhistas, o
Vasco possui problemas tributários e desembolsa R$ 1.280.055,08 mensais por
créditos públicos em dívida ativa. A quantia vai subir para R$ 1.645.782,11 por
mês a partir da semana que vem. Ainda restam R$ 62.637.024,20 para terminar de
quitar o total, o que só vai acontecer em julho de 2018.
Essa dívida com a União, aliás, é
um dos motivos de o caixa cruzmaltino estar comprometido, já que os contratos
com a Globo estão em grande parte penhorados.

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