ANAF reclama dos replays e culpa tecnologia por erros dos árbitros


Apontada muitas vezes como solução para diminuir os erros da arbitragem mundo afora, mas sem a aprovação da Internacional Board (os velhinhos responsáveis por aprovar mudanças nas regras do futebol), a tecnologia está sendo apontada como vilã e responsável por “escancarar” os erros absurdos de árbitros e auxiliares nas partidas do campeonato brasileiro.

Pelo menos é assim que pensa a Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (Anaf), que reagiu às críticas feitas por clubes após rodada de lances polêmicos no Brasileirão. A entidade entende que os recursos técnicos usados nas transmissões das partidas atualmente servem para "malhar os juízes" e reivindica a adoção da tecnologia das TVs também para auxiliar a arbitragem.

"Ou se coloca a tecnologia também em nosso favor ou então se retira esses recursos das transmissões. A TV é equipada com câmeras que aumentam a visão em 300 mil vezes, sendo possível enxergar até uma formiga no campo. É humanamente impossível que se cobre de um árbitro uma mesma visão do lance", declarou o presidente da Anaf, Marco Antônio Martins.

Existem reclamações diretas contra a CBF que, por exemplo, não usa a tecnologia que a FIFA deixou no Brasil, após a Copa do Mundo, que determina se a bola cruzou ou não, a linha do gol.

"A FIFA deixou essa tecnologia no Brasil, mas está desligada", disse o presidente.

Martins pediu a volta dos auxiliares que ficavam ao lado do gol, como foi feito durante todo o ano passado, mas sem um resultado satisfatório.

"Veja o exemplo do vôlei. Quando há um lance polêmico, é utilizado um recurso que avalia se houve o toque na bola ou se a bola foi para fora. Você perde alguns segundos para a análise, mas se tem uma resposta justa, evitando polêmicas. Por que no futebol não pode ter o mesmo? Mas a TV vai ficar muito brava em parar a transmissão", continuou.

Outra sugestão levantada pela Anaf é a possibilidade de o árbitro receber orientações por meio de avisos externos. O recado viria após análise de lance pela TV.


"Eles não permitem que o árbitro receba aviso de fora porque vão contestar a vida do profissional que passou a informação. A arbitragem ainda é vista como um custo e não como um investimento", finalizou Martins.
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