O São Paulo vive uma crise dentro e
fora das quatro linhas. E o técnico Juan Carlos Osório, com sua metodologia
diferente do que os jogadores estão acostumados, estão no olho do furacão.
Nessa segunda o treinador conversou com o vice-presidente de futebol, Ataíde
Gil Guerreiro e informou ao dirigente que vai recusar o convite da seleção mexicana.
Apesar da crise ter começado antes
da sondagem em cima de Osório, o cenário agora é diferente. Foi a primeira vez
que o assunto foi tratado de forma oficial. A seleção do México demitiu Miguel
Herrera recentemente e anunciou o brasileiro Ricardo Ferretti, vice-campeão da
Copa Libertadores pelo Tigres (MEX), como interino por quatro jogos até a
escolha do próximo treinador.
Com três derrotas consecutivas,
duas delas dentro do Morumbi, Osório deixou no ar a possibilidade de pedir
demissão durante a entrevista coletiva após o São Paulo perder para o Flamengo
no Maracanã. Disse que conversaria com a família antes de decidir se
continuaria ou não a frente do Tricolor.
O maior atrito entre o técnico e a
direção do clube é a diferença entre o projeto apresentado quando o cargo lhe
foi oferecido e a situação real. Osório ouviu que o clube teria de vender o
zagueiro Rodrigo Caio, e apenas ele, para sanar problemas financeiros. Depois
de três meses, porém, já foram oito atletas que deixaram o clube, sendo cinco
que seriam titulares com o treinador colombiano: Paulo Miranda, Dória, Rafael
Toloi, Denílson e Souza, além de Boschilia, Ewandro e Cafu.
O São Paulo admite que descumpriu a
promessa do projeto feito a Osório quando lhe ofereceu o cargo. O clube
argumenta, porém, que foi forçado a vender tantos jogadores porque a crise
financeira se agravou nos últimos meses e a transferência de Rodrigo Caio ao
Valencia, que renderia quase R$ 40 milhões ao clube, não aconteceu.

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