O árbitro Flavio Rodrigues Guerra,
que expulsou David Braz no final da partida entre Corinthians e Santos, assumiu
em entrevista a Rádio Bradesco Esportes, que ele e o auxiliar não conseguiram
identificar quem cometeu a penalidade.
“Na hora da marcação, ele (David
Braz) é o primeiro que vem em cima de mim e já me ofende. Logo em seguida,
aponta para o assistente e diz as mesmas coisas. Naquele momento, a decisão era
a penalidade, mesmo sem saber quem tinha cometido. Foi pênalti, mas não
expulsamos porque não tínhamos convicção. A punição disciplinar foi imposta ao
David Braz pelas ofensas”, disse o juiz.
“Eu não vi quem fez o pênalti, fiquei
atrás do lance e encoberto por alguns jogadores”, completou.
Ele assumiu que quem viu a penalidade
foi Rogério Pablos Zanardo, auxiliar número 1. “Há dúvida sobre o jogador que
tinha cometido à penalidade, e nesse espaço a gente tenta comunicação, eu com o
assistente pelo rádio, e pelo barulho, o calor, ficou difícil a comunicação.
Então, vou até ele para falarmos pessoalmente. Perguntei se tinha certeza sobre
quem tinha feito o pênalti e ele disse que não. Então ok, vamos cobrar o
pênalti, mas a questão disciplinar precisa ser tomada, até porque o jogador
ofende, xinga e não poderia passar impune no lance”, explicou o árbitro.
Flavio Rodrigues Guerra ainda
explicou que o lance era mesmo passível de cartão vermelho e que Zeca, que
cometeu a penalidade em Vagner Love, seria expulso, caso tivesse sido
identificado. “O lance é passível de cartão vermelho. O jogador tem condições
de fazer o gol e é tocado. Nesse tempo de esperar um pouquinho já chegam muitos
atletas. Nossa preocupação era marcar o pênalti. Se tivéssemos identificado,
ele receberia o vermelho”, finalizou.

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