O ex-vice-presidente de futebol do São Paulo Ataíde Gil Guerreiro enviou um e-mail ao presidente Carlos Miguel Aidar, na tarde de quarta-feira (7) no qual diz ter gravado uma conversa entre eles em que Aidar descreve como receberia dinheiro em comissão na contratação de um jogador.
Ainda no e-mail, Gil Guerreiro afirma ter gravado Carlos Miguel Aidar dizendo que tentou acordo de comissão entre a Under Armour e a TML, empresa de Cinira Maturana da Silva, namorada do presidente, em negócio que não se concretizou. A conversa gravada pelo ex-vice teria acontecido no último sábado, dois dias antes da briga que resultaria na exoneração do ex-vice de futebol.
O ex-vice-presidente pede a renúncia de Carlos Miguel Aidar e afirma que pensou em levar a gravação à CPI do Futebol, mas que foi convencido pelo conselheiro Antonio Claudio Mariz a entregá-la a Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, presidente do conselho deliberativo do São Paulo. Gil Guerreiro escreve que a CPI do Futebol teria meios de comprovar se a Under Armour fez pagamentos à TML, empresa de Cinira Maturana da Silva.
Conselheiros sugerem renúncia
O e-mail de Ataíde Gil Guerreiro a Carlos Miguel Aidar já está em posse de membros do conselho deliberativo do São Paulo. Durante a tarde desta quinta-feira, Aidar se reúne com o grupo de ex-presidentes do clube, liderado por José Eduardo Mesquita Pimenta, e com os aliados Ives Gandra Martins e Antonio Claudio Mariz, e recebe conselhos para renunciar à presidência do clube e evitar um processo de impeachment.
Pessoas próximas a Aidar afirmam que, se aconselhado por Mariz a renunciar, o presidente deverá aceitar a sugestão e decidir pela renúncia até sexta-feira. Amigos acreditam que o melhor para Aidar é renunciar ao cargo para evitar o processo de impeachment e o levantamento de novos e velhos pontos polêmicos da gestão.
Um grupo de conselheiros do São Paulo prepara o requerimento para o impeachment e pretende entregá-lo na próxima semana ao conselho deliberativo do clube. Se Aidar renunciar à presidência, Leco terá trinta dias para convocar novas eleições presidenciais no clube. O próprio presidente do conselho deliberativo poderá ser candidato e é um dos favoritos de diferentes grupos políticos.
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