O dia 30 registra o último dia de
desfiles dos ternos de Congo e Moçambique em São Sebastião do Paraíso. O
evento, marcado para começar às 19h30, teve aproximadamente 1h20 de atraso por
conta de algo bem incomum. Falta de pagamento a equipe contratada para montar e
operar os equipamentos de som.
Segundo uma pessoa do primeiro
escalão da administração municipal, pela primeira vez a prefeitura não se
envolveu diretamente na organização da festa. O prefeito Remulo Aloise fez um
pagamento de R$ 200 mil (em um único cheque) a Associação de Defesa do Folclore
Paraisense, presidida por José Salvador Eustáquio, o Gorvalho.
Em entrevista a TV Sudoeste, Gorvalho
eximiu a associação e a prefeitura de culpa na confusão. “A falha não foi da
associação nem da prefeitura. Foi do contratado que não foi ao escritório de contabilidade
para receber e pagar a empresa terceirizada. Desde sexta esse cheque está
assinado por mim e pelo tesoureiro, mas a responsabilidade é da firma, que vem
de outra cidade e não conhece o nosso congado. Eu quero dizer a todos que a
falha não é da associação e sim de quem contratou e não compareceu para receber
o cheque conforme combinado”, disse.
Membro do comitê organizador e da
ADFP, Heraldo Bícego, deu outra justificativa para o problema, também em
entrevista a TV Sudoeste. “Houve um impasse em relação ao pagamento. A associação
não conseguiu fazer o acerto da segunda parcela que seria hoje. Mas isso já foi
resolvido”.
Perguntas que não foram
respondidas
Ø Por
que a associação contratou um intermediário para “terceirizar” coisas da festa
como som e iluminação? A associação não poderia ter feito isso diretamente?
Ø Esse
intermediário recebeu pagamento? Quanto?
Ø Se
todo o problema foi causado por um erro desse intermediário, ele não deve ser
responsabilizado? E quem o contratou também?


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