Crise: tenhamos mais amor e menos ódio


A polarização política está no centro dos debates geopolíticos nacionais. Após a semana mais agitada politicamente desde a redemocratização do país, as marcas e o contornos de dois pólos refletem na ignorância de grande parte da população.

Em 1964 o mundo enfrentava a Guerra Fria e estava dividido em dois blocos políticos, o socialistas a leste, comandados pela União Soviética, e os capitalistas a oeste, comandados pelos Estados Unidos.

Cinquenta anos depois o Brasil se vê dividido em 'petralhas' e 'coxinhas'. É contra o impeachment da Presidente? É petralha. Exalta a atuação do juiz Sérgio Moro? É coxinha. Não existe meio termo.

Uma das principais características de um regime democrático é a livre expressão. O Brasil já começa a apresentar casos de 'intolerância política' em que tornar pública a sua opinião é praticamente um atentado contra a vida. Precisamos aprender a respeitar a adversidade e não disseminar o ódio propagado por uma mídia tendenciosa e parcial.

Cada veículo de comunicação segue uma linha editorial determinada por seus proprietários, isso é livre expressão. Você pode concordar ou não com a ideologia ou ideia expressa em seu conteúdo, isso é direito seu.

O falado combate a corrupção está acontecendo, o que é muito bom, mas apresenta uma impressão de 'corrupção seletiva' em que a Operação Lava Jato se apresenta no centro de discussões e impasses sobre lavagem de dinheiro público, ao mesmo tempo, deixa em segundo plano 'Máfia da Merenda' e 'Operação Zelotes'.

Seria cômico, se não fosse trágico um senador citado inúmeras vezes em delações premiadas convocar a população para uma série de manifestações a favor da democracia e contra a corrupção.

O Brasil passa por uma crise política, moral e econômica. A disseminação de ódio deve agravar um cenário já obscuro do cenário nacional.
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