Com semblante mais leve do que no último domingo, quando se irritou com perguntas sobre a reunião que teve com dirigentes da Associação de Futebol Argentino, o treinador respirou fundo a cada resposta e apresentou sua versão dos fatos. Ele deixou claro que assumir a Argentina seria um sonho, mas que isso deveria ser tratado com naturalidade pelos torcedores, pois o trabalho no São Paulo não será deixado de lado enquanto a AFA não se decidir.
Bauza minimizou o fato de ter revelado à Rádio Cooperativa, também da Argentina, na última segunda-feira, o interesse são-paulino em Pratto, do Atlético-MG, e Barrios, do Palmeiras. Segundo o técnico, os nomes "apareceram", mas são apenas algumas das opções para reforçar o ataque com um centroavante de "jerarquia". Rafael Marques, também palmeirense, esteve perto, mas já não poderá trocar de time no Campeonato Brasileiro.
- Agora quero um centroavante. Saíram nomes e Barrios e Pratto estão dentro de uma lista de cinco ou seis. Estamos vendo a possibilidade de algum desses chegarem. Vamos analisar para ver se algum pode vir. Falta chegar um jogador, apenas. E Pratto ou Barrios, por exemplo, são muito difíceis. A torcida tem que ficar tranquila de que estamos armando uma equipe que poderá lutar por campeonatos - avisou o comandante tricolor.
Confira outros trechos da entrevista coletiva de Edgardo Bauza:
Você pede reforços, mas pode sair. Acha isso saudável?
O que faço pela equipe, faço independentemente se fico ou saio. É para melhorar a equipe. Seria assim se meu contrato fosse de cinco anos. Minha cabeça está aqui. Claro que é um orgulho estar cotado para assumir seleção, como seria com qualquer técnico brasileiro que fosse cotado para a Seleção Brasileira. É normal, não influencia em nada. A chegada de um jogador não é um benefício para mim. É para a equipe. Não busco um crédito pessoal. A diretoria, há tempos, tem feito um esforço muito grande para contratar. PE se não puder trazer, vamos lutar igual. A diretoria está trabalhando e muito.
A indefinição da AFA sobre o novo treinador pode atrapalhar?
O prazo é dos dirigentes argentinos e creio que terão de resolver nesta semana. Restará um mês para as Eliminatórias. Minha cabeça está no São Paulo e estou tratando de armar o melhor time para ganhar domingo (da Chapecoense). Não jogamos bem contra o Grêmio e agora precisamos jogar bem, além de vencer.
Se sair, deixará um legado?
Creio que a equipe, desde o dia em que assumi o cargo, melhorou muito em alguns aspectos. Faltam outros, mas o time é mais compacto, defende melhor e luta bem mais. Por distantes razões, falta agressividade no ataque. O que atingimos nestes seis meses, não perderemos. Os atletas assumiram esse caráter de luta. Vamos agora tentar melhorar o que falta. Esse seria um legado, de uma equipe ordenada e forte.
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