Opinião: Corrupção - Por Vinício Scarano


Conceitualmente, corrupção é o ato de oferecer algo para obter vantagem em negociata, onde se favorece uma pessoa e se prejudica outra. Todos nós temos noção do significado de corrupção. Entretanto, poderia a mesma ser considerada uma doença cultural?
 
Existe um tipo de corrupto chamado "antissocial”:

Aquele que transgride a lei sem se importar com o prejuízo que está causando ao outro, e sem culpa alguma. Ele quer levar vantagem em tudo. É o indivíduo que fura fila, para em fila dupla, suborna o guarda, etc.

e o corrupto "narcísico":

tem mania de grandeza e uma enorme necessidade de ser admirado o tempo todo. É facilmente encontrado na política e na religião. Fala aos quatro cantos que tem uma missão salvadora.

Entretanto, outros (inclusive eu) acreditam que a corrupção é uma “doença cultural”. A corrupção na política brasileira, por exemplo, é o reflexo de uma cultura já enraizada de pequenos deslizes. No Brasil, para alguns seria normal dar propina ao guarda que te para na estrada. Mas para um finlandês, por exemplo, é impensável tal atitude. Os corruptos e corruptores não são doentes. São pessoas que percebem o mal que causam e não se importam com as consequências. 

Os grandes crimes de corrupção são feitos, na sua maioria, por pessoas saudáveis, como compra de votos e/ou desvios de verba, estrangulando qualquer chance de melhoria da situação do país.

Precisamos combater a corrupção, isso passa por uma melhora da educação dos jovens (que apura os valores); além de uma maior participação da sociedade civil organizada. Na medicina, querem exterminar a doença, sem matar o doente. De forma semelhante, temos o dever de debelar a corrupção sem matar a democracia.


Tirei parte do texto acima, de uma leitura do Dr. Telmo Diniz.


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