Conceitualmente, corrupção é o ato de oferecer algo para obter vantagem em negociata, onde se favorece uma pessoa e se prejudica outra. Todos nós temos noção do significado de corrupção. Entretanto, poderia a mesma ser considerada uma doença cultural?
Existe um tipo de corrupto chamado
"antissocial”:
Aquele que transgride a lei sem se importar com o
prejuízo que está causando ao outro, e sem culpa alguma. Ele quer levar
vantagem em tudo. É o indivíduo que fura fila, para em fila dupla, suborna o
guarda, etc.
e o corrupto "narcísico":
tem mania de grandeza e uma enorme necessidade de
ser admirado o tempo todo. É facilmente encontrado na política e na religião.
Fala aos quatro cantos que tem uma missão salvadora.
Entretanto, outros (inclusive eu) acreditam que a
corrupção é uma “doença cultural”. A corrupção na política brasileira, por
exemplo, é o reflexo de uma cultura já enraizada de pequenos deslizes. No
Brasil, para alguns seria normal dar propina ao guarda que te para na estrada.
Mas para um finlandês, por exemplo, é impensável tal atitude. Os corruptos
e corruptores não são doentes. São pessoas que percebem o mal que
causam e não se importam com as consequências.
Os grandes crimes de corrupção são feitos, na sua
maioria, por pessoas saudáveis, como compra de votos e/ou desvios de verba,
estrangulando qualquer chance de melhoria da situação do país.
Precisamos combater a corrupção, isso passa por uma
melhora da educação dos jovens (que apura os valores); além de uma maior
participação da sociedade civil organizada. Na medicina, querem exterminar a
doença, sem matar o doente. De forma semelhante, temos o dever de debelar a
corrupção sem matar a democracia.
Tirei parte do texto acima, de uma leitura do Dr.
Telmo Diniz.

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