Ex-primeira-dama, Marisa Letícia tem morte cerebral
Um boletim médico divulgado pelo Hospital Sírio Libanês na manhã desta quinta-feira (02) informa que a ex-primeira-dama Marisa Leticia Lula da Silva ficou sem cerebral.
Em uma publicação nas redes sociais, Luiz Inácio Lula da Silva informou que a família autorizou a doação de órgãos. "A família Lula da Silva agradece todas as manifestações de carinho e solidariedade recebidas nesses últimos 10 dias pela recuperação da ex-primeira-dama Dona Marisa Letícia Lula da Silva. A família autorizou os procedimentos preparativos para a doação dos órgãos", diz a postagem.
A mulher do ex-presidente Lula foi internada no dia 24 de janeiro após sofrer um AVC (Acidente Vascular Cerebral) provocado pelo rompimento de um aneurisma.
Vida pessoalFilha de um casal de italianos, nasceu um uma família humilde e morou com os dez irmãos em um pequeno sítio de propriedade familiar. Em seguida, mudou-se para a cidade em busca de emprego. Aos nove anos foi babá das sobrinhas do pintor Cândido Portinari. Com 13 anos foi trabalhar na fábrica de bombons Dulcora, onde permaneceu até o casamento com um taxista aos 19 anos.
Seis meses depois, o marido foi morto em uma tentativa de assalto. A jovem viúva estava grávida de quatro meses de seu filho Marcos.
Viúva, Maria Leticia conheceu Lula em 1973 no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo. O ex-presidente adotou o filho do antigo casamento da mulher. O casal ainda teve outros três filhos.
Durante a eclosão de greves sindicais em um período marcado pela repressão do governo militar, Lula foi preso e Dona Marisa liderou a passeata das mulheres, em protesto pela liberdade dos sindicalistas.
A primeira bandida do Partido dos Trabalhadores foi criada pela ex-primeira-dama, durante a fundação em 1980. Com a intervenção militar nos sindicatos, as reuniões clandestinas passaram a ser realizadas em sua residência.
Assistiu a três derrotas do marido na disputa pela Presidência da República. Em 2003 subiu a rampa do Palácio do Planalto como primeira-dama, o que ocorreu novamente na posse em 2007.

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