Nesse fim de ano clube vai se reunir
com torcedores e mostrar como o time perdeu com as cinco partidas de punição
que sofreu no brasileirão
Em 2013 a Fiel torcida corintiana acabou jogando contra o
time, principalmente no campeonato brasileiro. Por isso o clube vai convocar
uma reunião de balanço com os seus torcedores. O objetivo da diretoria é
mostrar os números do departamento financeiro e demonstrar quanto
dinheiro o clube perdeu em 2013 por causa das brigas envolvendo membros de
organizadas. Com as perdas de mandos de jogos, o alvinegro deve deixar de
contabilizar cerca de R$ 5 milhões.
Os problemas da torcida do Corinthians começaram ainda na
primeira fase da Copa Libertadores, com a morte do garoto Kevin Espada, em
Oruro na Bolívia. Por causa disso o clube jogou em um Pacaembu vazio contra o
Millionários (COL). No campeonato brasileiro, torcedores entraram em confronto
com a torcida do Vasco, e o time perdeu o mando em quatro partidas. Para
completar, no jogo contra a Portuguesa no estádio Morenão, um torcedor jogou
uma garrafa de água na cabeça do bandeirinha e o time foi punido mais uma vez
(por isso joga domingo contra o Fluminense em Araraquara).
"Tivemos alguns prejuízos neste ano, por jogar fora
do Pacaembu. Queira ou não, são 15 mil pessoas a menos por partida. Isso vai
acabar ajudando a não ter um resultado tão positivo", afirmou o diretor
financeiro do Corinthians, Raul Corrêa da Silva.
"Uma coisa que precisa ser conversada, a portas
fechadas, é que não podemos ter no ano que vem o que aconteceu neste ano. É uma
estratégia que está sendo montada, com a condução do presidente Mario Gobbi,
com o pessoal de arrecadação, para reunir as torcidas. A ideia é mostrar os
números, dizer que fomos prejudicados por causa disso e daquilo, jogo aberto e
franco, como sempre fizemos. Uma conversa normal. Conversas acontecem com
frequência, entre pessoas que se respeitam", completou.
A ausência dos torcedores, segundo a diretoria, é uma das
razões pelo qual o time teve um 2013 ruim, mesmo tendo conquistado dois
títulos.
"Ainda não sei se vamos fechar com déficit.
Normalmente o segundo semestre é melhor que o primeiro. Não comercializamos
omoplata, nem calção, que seria reforço. O resto está controlado. Não tem um
fornecedor que pode falar que a gente está atrasado, isso é muito bom",
ressaltou Corrêa sobre o ano financeiro do clube.

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